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Equador acusa ICE de tentativa de invasão em consulado nos EUA
Confronto em Minneapolis envolvendo agentes de imigração americanos e funcionários equatorianos reacende debate sobre soberania e proteção de sedes consulares
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 28/01/2026

O governo do Equador formalizou uma denúncia diplomática contra os Estados Unidos após um incidente em que agentes do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE) tentaram, supostamente de forma violenta, acessar seu consulado em Minneapolis. Vídeos e imagens que viralizaram nas redes sociais mostram um confronto físico na porta do edifício, com funcionários da chancelaria equatoriana bloqueando ativamente a entrada dos oficiais americanos.

De acordo com a versão equatoriana, os agentes do ICE buscavam deter um ex-agente policial equatoriano que estava dentro das instalações consulares. As autoridades nacionais impediram o acesso, gritando e apontando para placas que indicavam o status diplomático do local, e recordando aos agentes americanos a inviolabilidade garantida pela Convenção de Viena sobre Relações Consulares. O princípio de imunidade impede que forças de segurança do país anfitrião entrem sem autorização explícita.

O Ministério das Relações Exteriores do Equador emitiu um comunicado enfatizando que "as missões diplomáticas e consulares são invioláveis sob o direito internacional" e que o episódio constitui uma "violação grave" dessas normas. A pasta informou que enviou uma nota de protesto formal ao Departamento de Estado norte-americano, exigindo explicações e garantias de que atos similares não se repetirão.

Analistas apontam que o incidente ocorre em um contexto de tensões migratórias entre os dois países e de uma postura cada vez mais dura de agências americanas de imigração. Especialistas listam possíveis desdobramentos:

  1. Esclarecimentos bilaterais: Os EUA devem se pronunciar oficialmente sobre as ações de seus agentes.
  2. Impacto nas relações: O caso pode resfriar a cooperação em áreas como segurança e controle migratório.
  3. Precedente perigoso: A ação, se confirmada, pode incentivar outros países a desrespeitarem a imunidade de sedes americanas no exterior.

Até o momento, as autoridades americanas não se manifestaram detalhadamente. Fontes não oficiais sugerem que o ICE acreditava que o indivíduo procurado não estava sob proteção diplomática efetiva no momento. O ex-agente em questão é procurado por suposta participação em atos de corrupção no Equador.

Com informações de: Ministério de Relações Exteriores do Equador, Agence France-Presse, Reuters ■

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