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Brasil segue como único pentacampeão até 2030
Eliminação da Alemanha para o Paraguai consolida posição brasileira; outra tetracampeã, Itália não se classificou pela terceira edição seguida
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 30/06/2026

A eliminação da Alemanha na Copa do Mundo de 2026, na noite desta segunda-feira (29), garantiu ao Brasil a manutenção de um feito histórico: a Seleção Brasileira segue como a única pentacampeã mundial de futebol. Pelo menos até a edição de 2030, nenhuma outra seleção poderá igualar a marca de cinco títulos conquistados pelo país.

O algoz da vez foi o Paraguai. Em partida disputada no Gillette Stadium, em Boston (EUA), pela segunda fase do Mundial — que corresponde aos 16-avos de final —, a Albirroja venceu a Alemanha nos pênaltis por 4 a 3, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação. Com o resultado, a equipe tetracampeã deu adeus precocemente à competição e, de quebra, enterrou qualquer possibilidade de alcançar o quinto título ainda neste ciclo.

A derrota representou um feito inédito e negativo para a Alemanha: foi a primeira vez que a seleção perdeu uma disputa de pênaltis em Copas do Mundo. Antes disso, os alemães haviam vencido as quatro decisões anteriores que disputaram nos torneios de 1982, 1986, 1990 e 2006.

A repercussão na imprensa internacional foi dura. O jornal alemão Bild classificou o resultado como "mais um pesadelo" para o futebol alemão, criticando a atuação da equipe comandada por Julian Nagelsmann como "absolutamente desastrosa. Lenta. Entediante. Letárgica". O capitão Joshua Kimmich, em entrevista após a partida, admitiu: "Fomos eliminados de forma completamente merecida".

Com a queda alemã, o Brasil segue no topo do ranking de campeões mundiais com cinco títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), mantendo a condição que ostenta desde a conquista do penta, há 24 anos.

A outra seleção que poderia ameaçar a hegemonia brasileira, a Itália, também tetracampeã (1934, 1938, 1982 e 2006), nem sequer se classificou para a atual edição. A Azzurra foi eliminada pela Bósnia e Herzegovina na repescagem das eliminatórias europeias, em março deste ano, e amargou um recorde negativo: tornou-se a primeira seleção campeã do mundo a ficar de fora de três Copas consecutivas — não disputa o torneio desde 2014.

Com a saída das duas únicas tetracampeãs — uma eliminada em campo e a outra ausente da competição —, o Brasil respira aliviado. Mesmo que não conquiste o hexa na edição de 2026, a Seleção continuará como a maior vencedora da história das Copas do Mundo até pelo menos 2030. Entre as seleções que seguem vivas no torneio, a Argentina pode se tornar tetracampeã, e a França busca o terceiro título, mas nenhuma pode alcançar a marca de cinco conquistas neste Mundial.

O Paraguai, por sua vez, fez história ao eliminar uma seleção europeia em mata-mata de Copa do Mundo pela primeira vez. Agora, aguarda o vencedor do duelo entre França e Suécia para conhecer seu adversário nas oitavas de final.

Com informações de ge.globo.com, agenciabrasil.ebc.com.br, uol.com.br, oglobo.globo.com, tribunadejundiai.com.br, angop.ao, publico.pt, jn.pt, futebolinterior.com.br ■

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