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Governo americano acusa imigrante afegão pelo ataque à Guarda Nacional em Washington
Tiroteio direcionado, investigado como ato de terrorismo, levou a Casa Branca a decretar lockdown e resultou na suspensão de vistos para afegãos
America do Norte
Foto: https://img.band.com.br/image/2025/11/27/ataque-a-membros-da-guarda-nacional-nos-eua-74031_1200x675.jpg
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■   Bernardo Cahue, 27/11/2025

Dois integrantes da Guarda Nacional foram baleados em estado crítico em um ataque ocorrido na tarde desta quarta-feira (26) a poucos quarteirões da Casa Branca, em Washington, D.C.. O suspeito, identificado como um imigrante afegão, foi preso e as autoridades, incluindo o FBI, investigam o caso como um ato de terrorismo.

O ataque aconteceu por volta das 14h30 (horário local) nas proximidades do Farragut Square, uma área movimentada com restaurantes e cafés. Testemunhas relataram ter ouvido sequências de tiros e visto pessoas correndo em pânico. Em resposta imediata, a Casa Branca foi colocada em lockdown e o Aeroporto Nacional Ronald Reagan teve suas operações temporariamente suspensas.

As Vítimas e a Resposta Imediata

Os dois soldados baleados faziam parte de uma patrulha de alta visibilidade e foram socorridos em estado grave. Inicialmente, houve informação conflitante sobre suas condições, mas o diretor do FBI, Kash Patel, confirmou que ambos estão hospitalizados em estado crítico.

O presidente Donald Trump, que estava em seu resort na Flórida no momento do incidente, foi informado e se manifestou em uma rede social, classificando o atirador como um "animal" e afirmando que ele "pagará um preço muito alto". O secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou o envio de mais 500 soldados da Guarda Nacional para reforçar a segurança na capital.

O Suspeito e a Investigação

O suspeito foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, um imigrante afegão que chegou aos Estados Unidos em 2021. Segundo as investigações, ele ingressou no país com um visto especial concedido a afegãos que auxiliaram o governo americano durante a guerra, mas permaneceu em território norte-americano após o prazo de validade, estando em situação irregular.

O Departamento de Justiça dos EUA está tratando o caso como um ato de terrorismo. A prefeita de Washington, D.C., Muriel Bowser, descreveu o episódio como um "ataque direcionado" contra os membros da Guarda Nacional./p>

O Contexto da Guarda Nacional em Washington

A presença dos militares atacados está diretamente ligada a uma ordem do presidente Trump. Em 11 de agosto de 2025, ele assinou uma ordem executiva declarando "emergência criminal" em Washington, o que permitiu o envio de mais de 2 mil soldados da Guarda Nacional para a capital.

Essa medida, que conta com a oposição da prefeita Muriel Bowser, que a classificou como "alarmante e sem precedentes", foi recentemente contestada na Justiça. Na semana passada, uma juíza federal determinou o fim da operação, mas suspendeu a decisão por 21 dias para que o governo federal possa recorrer.

Consequências Imediatas e Medidas do Governo

Em resposta ao ataque, o governo Trump anunciou mudanças significativas na política de imigração:

  • O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA suspendeu temporariamente o processamento de todos os pedidos de imigração de cidadãos afegãos.
  • Foi ordenada uma revisão completa de todos os casos de afegãos admitidos no país desde 2021, durante o governo Biden.

O ataque near the Casa Branca expõe as tensões sobre segurança e imigração nos Estados Unidos e deve intensificar o debate sobre a presença militar em grandes cidades e os protocolos de admissão de refugiados.

Com informações de G1, ANSA, CNN Brasil, GauchaZH, Público, OTempo ■

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