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EUA consideram envio de mísseis Tomahawk à Ucrânia, mas Trump pede detalhes sobre seu uso
Presidente americano diz que decisão sobre as armas de longo alcance está tomada "mais ou menos" e afirma não buscar escalada no conflito, enquanto Putin alerta para destruição das relações bilaterais
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 06/10/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que já tomou uma decisão "mais ou menos" sobre o fornecimento de mísseis de cruzeiro Tomahawk para a Ucrânia, mas sinalizou cautela, afirmando que precisa saber mais sobre os planos de uso dessas armas antes de um aval final .

Em declarações a repórteres na Casa Branca, Trump destacou que seu objetivo é evitar a escalada da guerra contra a Rússia. "Acho que quero saber o que eles vão fazer com eles, para onde os estão enviando. Acho que tenho que fazer essa pergunta", disse o presidente. "Não estou procurando escalar essa guerra", acrescentou .

Os mísseis Tomahawk representariam um salto de capacidade para o arsenal ucraniano. Eles têm um alcance operacional estimado entre 1.600 e 2.500 km, o que colocaria alvos em todo o território russo, incluindo Moscou, ao alcance de Kiev . Atualmente, a Ucrânia depende principalmente de mísseis como o Storm Shadow, com alcance de cerca de 250 km, e de drones de fabricação própria para ataques de longo alcance .

Contexto Mais Amplo e Ameaças Russas

O debate sobre os Tomahawks ocorre em um momento de mudança no tom da administração Trump em relação à guerra. Recentemente, o presidente americano afirmou publicamente que a Ucrânia poderia "recuperar todo o território perdido desde o início da guerra" . Paralelamente, os EUA já teriam concordado em fornecer informações de inteligência de alta qualidade para auxiliar a Ucrânia em ataques de longo alcance contra infraestrutura energética russa no interior do território inimigo .

Em resposta às discussões sobre o envio dos Tomahawks, o presidente russo, Vladimir Putin, fez um grave alerta. Ele afirmou que tal fornecimento levaria à "destruição de nossas relações, ou pelo menos das tendências positivas que surgiram" desde o encontro de ambos no Alasca, há cerca de dois meses . Putin classificou a medida como o início de uma "fase qualitativamente nova de escalada" .

Enquanto a decisão final sobre os mísseis ainda não foi oficializada, o vice-presidente americano, JD Vance, já havia confirmado que a requisição de Kiev estava sendo analisada, cabendo a Trump a "determinação final" .

Com informações de: Reuters, Kyiv Independent, CNN Brasil, G1, Euronews, BBC, O Globo, KMJ Now

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