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NASA proíbe acesso de cidadãos chineses a suas instalações em meio a tensões geopolíticas
Medida reflete crise mais ampla contra asiáticos nos EUA, coincidindo com deportação em massa de trabalhadores sul-coreanos
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 12/09/2025

A NASA oficializou a restrição de acesso de cidadãos chineses a suas instalações, mesmo para aqueles com vistos válidos, em uma decisão que amplia o acirramento geopolítico entre EUA e China na corrida espacial. A medida, implementada abruptamente em 5 de setembro, deixou pesquisadores e estudantes chineses sem acesso a sistemas e reuniões, conforme confirmado pela secretária de imprensa da agência, Bethany Stevens.

O contexto dessa decisão coincide com um aumento de hostilidades contra cidadãos asiáticos nos Estados Unidos. Na semana passada, 475 trabalhadores – majoritariamente sul-coreanos – foram detidos em uma operação do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) em uma fábrica da Hyundai na Geórgia. Cerca de 300 deles já foram deportados para a Coreia do Sul, em um dos maiores episódios de repatriamento envolvendo o país. Vídeos divulgados mostraram funcionários algemados e usando coletes com logos da Hyundai e LG CNS, gerando críticas de violação de direitos humanos.

Corrida espacial e restrições

A NASA justificou a medida como necessária para "garantir a segurança do trabalho" em meio à chamada "segunda corrida espacial" . Sean Duffy, administrador interino da agência, declarou: "Os chineses querem voltar à Lua antes de nós. Isso não vai acontecer". A China planeja pousar astronautas na Lua até 2030, enquanto os EUA visam 2027 com o programa Artemis.

Tensões diplomáticas e impacto científico

A proibição afeta não apenas o acesso físico, mas também colaborações científicas históricas. Desde 2011, astronautas chineses já eram excluídos da Estação Espacial Internacional (ISS) devido a restrições anteriores. Analistas veem a medida como parte de uma estratégia maior para limitar a transferência de tecnologia sensível.

Paralelo com crise migratória

O caso dos trabalhadores sul-coreanos deportados ilustra um cenário mais amplo de rigor migratório nos EUA. Donald Trump defendeu as operações do ICE, afirmando que "imigrantes ilegais estavam tomando empregos americanos", mas sugeriu que especialistas estrangeiros poderiam treinar trabalhadores locais. A Coreia do Sul, aliado próximo dos EUA, expressou surpresa e busca revisar seu sistema de vistos.

Repercussão

A imprensa sul-coreana classificou as deportações como "um choque" , enquanto pesquisadores chineses na NASA foram pegos de surpresa, sem aviso prévio. Organizações de direitos humanos criticam a falta de tempo para recursos legais nos casos de deportação.

Com informações de BBC.com, portalmie.com, vietnam.vn, JovemPan.com.br, Euronews.com, OperaMundi.uol.com.br. ■

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