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Terremoto de magnitude 6,9 atinge costa do Japão
Alerta para possível réplica de maior intensidade ocorre após terremoto que atingiu Venezuela e replicou para o norte do Brasil; não há alerta de tsunami
Leste Asiatico
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■   Bernardo Cahue, 25/06/2026

Na manhã desta quinta-feira, 25 de junho de 2026, um forte terremoto de magnitude 6,9 atingiu a costa da província de Iwate, na ilha principal de Honshu, no Japão. O tremor ocorreu por volta das 7h30 no horário local (6h30 de Brasília), com epicentro localizado a aproximadamente 50 quilômetros de profundidade, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

O abalo sísmico foi sentido com intensidade em diversas regiões do país. De acordo com a escala japonesa de intensidade sísmica (Shindo), que possui sete níveis, o tremor registrou grau 6 forte na cidade de Hashikami, na província de Aomori, e grau 6 fraco na cidade de Hachinohe, também em Aomori. O impacto foi tão significativo que os tremores foram sentidos a centenas de quilômetros de distância, inclusive na capital Tóquio.

Diante da magnitude do evento, a JMA iniciou imediatamente uma avaliação para determinar se o terremoto atendia aos critérios de emissão do "Alerta de Atenção para Terremotos Tardios em Hokkaido e Sanriku Oki". Este alerta especial é acionado quando se avalia que a possibilidade de um grande terremoto com tsunami na costa do Pacífico, desde Hokkaido até a província de Chiba, está acima do normal. Caso fosse emitido, abrangeria sete províncias – Hokkaido, Aomori, Iwate, Miyagi, Fukushima, Ibaraki e Chiba – totalizando 182 municípios.

Após análise detalhada dos dados, conduzida pelo chefe do Departamento de Monitoramento de Terremotos e Tsunamis da JMA, Ayaki Ebita, a agência decidiu não emitir o alerta especial. A decisão, embora tecnicamente fundamentada, levanta questionamentos sobre a eficácia dos protocolos de avaliação em situações de alta tensão sísmica, especialmente considerando que a região já havia sido abalada por um terremoto de magnitude 7,7 em abril deste ano.

Em relação a danos e vítimas, as informações iniciais indicam que não houve relatos de mortes ou feridos graves. O porta-voz do governo, Minoru Kihara, afirmou que não há informações sobre vítimas humanas, mas que o monitoramento e a avaliação de danos continuariam. Uma moradora da cidade de Hashikami relatou que o único dano em sua casa foi a queda de um porta-retratos. Imagens da emissora pública NHK mostraram tráfego normal em Hachinohe, com semáforos funcionando.

Contudo, os impactos na infraestrutura foram sentidos de forma imediata. Os serviços do trem-bala Shinkansen foram suspensos, e há relatos de interrupções no fornecimento de energia elétrica em algumas localidades, além de pessoas presas em elevadores. Até o momento, não foram registradas anormalidades nas estações de monitoramento de radiação da usina nuclear de Tomari, em Hokkaido.

A primeira-ministra Sanae Takaichi emitiu uma ordem para que ministérios e agências governamentais cooperem estreitamente com as autoridades locais. Em sua conta na rede social X, a premier pediu que os residentes das áreas mais afetadas permaneçam em alerta para a possibilidade de novos terremotos de intensidade semelhante. A JMA, por sua vez, advertiu que há risco de novos abalos de magnitude igual ou superior a 6 graus na escala Shindo nos próximos sete dias.

O Japão, situado no encontro de quatro placas tectônicas no chamado "Círculo de Fogo" do Pacífico, é um dos países com maior atividade sísmica do mundo, respondendo por cerca de 18% dos terremotos globais. O país convive com a memória trágica do megaterremoto de magnitude 9,0 de 2011, que gerou um tsunami devastador e o acidente nuclear de Fukushima.

Este novo episódio reforça a necessidade de constante revisão dos protocolos de alerta e evacuação, bem como de investimentos contínuos em infraestrutura resiliente. A decisão da JMA de não emitir o alerta especial, embora baseada em critérios técnicos, expõe as limitações dos sistemas preditivos e a fragilidade da comunicação de riscos em um país onde a população espera respostas rápidas e precisas diante da iminência de desastres naturais.

Principais pontos do evento:

  • Magnitude: 6,9 na escala Richter (dados preliminares da JMA)
  • Profundidade: 50 quilômetros
  • Epicentro: Costa da província de Iwate, ilha de Honshu
  • Horário: 7h30 do dia 25 de junho de 2026 (horário local)
  • Maior intensidade registrada: Shindo 6 forte em Hashikami (Aomori)
  • Alerta de tsunami: Não emitido
  • Alerta especial pós-terremoto: Não emitido
  • Vítimas: Nenhuma relatada até o momento
  • Danos materiais: Suspensão do Shinkansen, quedas de energia e pessoas presas em elevadores

Recomendações das autoridades:

  1. Manter-se atento a novos abalos nos próximos sete dias
  2. Revisar a fixação de móveis e pontos de fuga em residências e locais de trabalho
  3. Manter kit de emergência com água, alimentos, medicamentos e documentos
  4. Em caso de novo tremor de grande magnitude, buscar abrigo em áreas elevadas, devido ao risco de tsunami

Com informações de NHK (Nippon H?s? Ky?kai), Mainichi Shimbun, TBS NEWS DIG, Kyodo News, Agência Meteorológica do Japão (JMA), ECN, The Manila Times ■

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