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A República Popular da China (RPC) manifestou-se oficialmente nesta sexta-feira (6) exigindo um cessar-fogo imediato no Oriente Médio, em meio à escalada bélica que se intensificou após os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no último sábado (28). Em nota oficial, Pequim condenou a violação da soberania de países da região e pediu que todas as partes envolvidas exerçam "máxima contenção" para evitar um alastramento ainda maior do conflito.
A posição chinesa ocorre no mesmo dia em que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) classificou a crise como uma "grande emergência humanitária". Segundo a agência da ONU, os confrontos já provocaram o deslocamento forçado de milhares de pessoas, com quase 100 mil libaneses deixando suas casas somente nos últimos dias. A entidade reforçou a necessidade de corredores seguros e resposta imediata aos afetados.
No plano econômico, os desdobramentos da guerra acenderam alertas globais. O preço do petróleo disparou quase 30% na semana, com o barril do Brent fechando acima dos 92 dólares, refletindo a paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. A logística marítima sofreu uma queda de mais de 90% no volume de embarcações, impactando cadeias de suprimento que vão desde a energia até o agronegócio, com efeitos diretos sobre o Brasil, grande exportador de carnes e açúcar para a região.
Enquanto os bombardeios se intensificam, crescem as preocupações com a segurança dos civis. Brasileiros que vivem ou estão em trânsito por países como Emirados Árabes, Catar e Irã relatam uma rotina de tensão, com explosões, fechamento do espaço aéreo e incerteza sobre o retorno para casa. Relatos dão conta de mísseis sobrevoando áreas residenciais e famílias buscando abrigo em porões.
Diplomatas ocidentais, incluindo o secretário de Estado americano, seguem em viagem pela tentativa de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, enquanto Israel promete intensificar a campanha até que os objetivos de "derrubar os governantes clericais" do Irã sejam alcançados. A resposta iraniana, por sua vez, ameaça atingir qualquer embarcação que tente cruzar o Golfo Pérsico, mantendo o mundo em alerta sobre os próximos capítulos do conflito.
Pontos-chave da crise até 6 de março de 2026:
Com informações de G1, Reuters, France Presse, CNN Portugal, RTP Notícias, BOL, Valor Econômico, Público ■