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Brasil colhe safra recorde de grãos em 2024/25, atingindo 350,2 milhões de toneladas
Produção impulsionada por soja, milho e condições climáticas favoráveis consolida liderança agropecuária do país
Economia
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSTRDx1LxFip-jjNg1fIVngYjf3HaxQZKEaHM_U9iD0K5WacNkxI75QwSU&s=10
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■   Bernardo Cahue, 12/09/2025

A safra brasileira de grãos 2024/2025 atingiu um marco histórico, com 350,2 milhões de toneladas colhidas, um aumento de 16,3% em relação ao ciclo anterior (2023/24). O resultado, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 11 de setembro de 2025, supera em 49,1 milhões de toneladas a produção da temporada passada e consolida o Brasil como um dos maiores produtores globais de commodities agrícolas .

Principais Destaques da Safra

  • Soja: Lidera com produção recorde de 171,5 milhões de toneladas (alta de 13,3%), impulsionada pela expansão da área cultivada e produtividade média nacional histórica de 3.621 kg/ha. Goiás destacou-se com a maior produtividade (4.183 kg/ha), enquanto o Rio Grande do Sul enfrentou desafios climáticos .
  • Milho: A soma das três safras totalizou 139,7 milhões de toneladas (aumento de 20,9%), com destaque para a segunda safra (112 milhões de toneladas). A produtividade nacional média atingiu 6.391 kg/ha, a maior já registrada .
  • Algodão: Produção de pluma alcançou 4,1 milhões de toneladas (alta de 9,7%), beneficiada por condições climáticas favoráveis e expansão de 7,3% na área plantada .
  • Arroz e Feijão: O arroz teve crescimento expressivo de 20,6% (12,8 milhões de toneladas), garantindo abastecimento interno. O feijão, somando três safras, atingiu 3,1 milhões de toneladas .

Fatores do Crescimento

O recorde é atribuído à expansão de 1,9 milhão de hectares na área cultivada (total de 81,7 milhões de hectares) e às condições climáticas favoráveis, especialmente no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso. A produtividade média nacional cresceu 13,7%, atingindo 4.284 kg/ha, contra 3.769 kg/ha em 2023/24 .

Impacto Econômico e Declarações

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que a safra recorde é resultado de "estratégias de reativação de políticas públicas e apoio à comercialização". Já o vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizou o papel da Conab na estabilidade de preços e segurança alimentar. Além disso, a produção recorde permite:

  • Aumento das exportações de soja (expectativa de 106,65 milhões de toneladas).
  • Recomposição de estoques de passagem, como os de milho (previsão de 12,7 milhões de toneladas em 2026) .

Contrapontos e Desafios

Apesar do recorde, o trigo apresentou queda de 4,5% na produção (7,5 milhões de toneladas) devido à redução de 19,9% na área plantada. Críticas à taxa de juros elevada (Selic a 15%) também foram mencionadas pelo ministro Fávaro, que alertou para o encarecimento do crédito rural .

Contexto Histórico e Metodologia

A safra 2024/25 superou o anterior recorde de 2022/23 (324,36 milhões de toneladas). A Conab utilizou metodologia avançada, integrando sensoriamento remoto e dados de campo, para refinarestimativas de produtividade .

Este resultado reforça a posição do Brasil como celeiro global, alinhando produção sustentável e segurança alimentar.

Com informações de: Radioagência Nacional, Gov.br, Agência Brasil, G1, Agência Gov, Poder360. ■

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