Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
A moeda americana está enfrentando sua mais severa desvalorização para um primeiro semestre desde 1973. O Ãndice dólar (DXY), que mede o valor do dólar frente a uma cesta de outras moedas, acumula uma queda superior a 10% neste ano, um desempenho pior do que o observado durante a crise financeira de 2009.
Vários fatores se combinaram para pressionar a divisa norte-americana para baixo:
A desvalorização do dólar não é um fenômeno isolado. A moeda norte-americana recuou frente a 24 das 27 grandes economias do mundo em 2025. Enquanto isso, o euro se valorizou cerca de 13%, contrariando previsões iniciais de que ficaria em paridade com o dólar.
No Brasil, o cenário se reflete em uma cotação do dólar comercial em torno de R$ 5,28, acumulando uma queda anual de aproximadamente 14%. Esse movimento é impulsionado pelo amplo diferencial de juros entre a Selic, mantida em 15% ao ano pelo Banco Central do Brasil, e a taxa básica dos EUA, que vem sendo reduzida. Esse ambiente atrai investidores estrangeiros em busca de maiores retornos, aumentando a demanda por reais e fortalecendo a moeda nacional.
Analistas projetam que a pressão de baixa sobre o dólar pode continuar. Um relatório do BTG Pactual, por exemplo, vê espaço para o dólar chegar à faixa de R$ 4,60 no médio prazo. O boletim Focus, do Banco Central, estima um câmbio de R$ 5,50 para o final de 2025.
Além do cenário de juros, a própria postura do governo Trump influencia as expectativas. O presidente americano acredita que um dólar excessivamente forte prejudica a competitividade comercial dos EUA, defendendo uma moeda mais fraca.
Com informações de: Financial Times via NeoFeed, UOL Economia, BBC News Brasil, Investing.com, G1. ■