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O mercado financeiro brasileiro viveu um dia histórico nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026. Em um movimento que pegou muitos investidores de surpresa, o dólar comercial fechou o pregão cotado a R$ 4,9969, registrando uma queda de 0,29%. Essa é a primeira vez em mais de dois anos que a moeda norte-americana encerra um pregão abaixo da simbólica barreira psicológica dos R$ 5,00. A última vez que isso havia ocorrido foi em 27 de março de 2024, quando a divisa fechou a R$ 4,979.
A queda do dólar foi acompanhada por um rali histórico na bolsa de valores brasileira. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, renovando seu recorde máximo e superando pela primeira vez a marca dos 198 mil pontos. Durante o dia, o índice atingiu a máxima histórica de 198.173 pontos, consolidando um rali que já dura dez pregões consecutivos de alta.
Diferentemente do que muitos poderiam imaginar, a desvalorização do dólar frente ao real não foi impulsionada por fatores domésticos, mas sim por um conjunto de fatores geopolíticos e uma consequente realocação massiva de capital no cenário internacional. O movimento reflete uma busca global por alternativas de investimento fora dos Estados Unidos.
Os analistas apontam os seguintes fatores como principais motores da queda do dólar:
O movimento de queda do dólar no Brasil também foi observado no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de outras divisas fortes, também recuou, reforçando o caráter global da desvalorização.
Já o petróleo, que opera de forma inversa ao dólar, subiu forte, refletindo as tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência global, subia mais de 3% no fim do dia, sendo negociado acima de US$ 98.
Com esse cenário, o mercado financeiro já revisou suas projeções para o câmbio. Analistas consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus agora estimam que o dólar encerrará 2026 cotado a R$ 5,37, abaixo da projeção anterior de R$ 5,40. Para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,45 para R$ 5,40.
Apesar do clima de otimismo, o mercado segue em estado de alerta. A guerra no Oriente Médio continua sendo um fator de grande volatilidade. Analistas apontam que, embora o real esteja se consolidando como uma das moedas de melhor desempenho no ano, qualquer novo desdobramento negativo no front geopolítico pode reverter a tendência de queda do dólar.
O foco dos investidores agora se volta para as negociações entre Estados Unidos e Irã e para os próximos passos da política monetária brasileira, em um ambiente de inflação que já ameaça romper o teto da meta.
Com informações de G1, UOL, Forbes Brasil, Exame, Valor Investe, CNN Brasil, IG, Band, InfoMoney, O Globo, Jovem Pan, Agência Brasil, Reuters e Bloomberg ■