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Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10), deixando um rastro de destruição e luto por todo o país. O balanço mais recente da Associação Colombiana de Cidades Capitais (Asocapitales), divulgado na noite de segunda-feira, confirma 132 mortos e mais de 570 feridos – dos quais 87 óbitos foram registrados em capitais. A tragédia, considerada o "sismo mais forte da última década" no país, segundo o diretor do Serviço Geológico Colombiano, Julio Fierro Morales, colocou cinco cidades capitais em alerta vermelho.
O epicentro do tremor foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, noroeste da Colômbia, por volta das 7h34 no horário local (12h34 GMT). O Serviço Geológico Colombiano (SGC) registrou uma profundidade de 103 quilômetros, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apontou 107 km. O forte abalo foi sentido em grande parte do território colombiano, assim como em países vizinhos como Panamá, Venezuela e Equador.
O governo do presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há apenas três dias, declarou situação de "desastre nacional" e instalou um Puesto de Mando Unificado para coordenar as operações de resposta à emergência. O mandatário viajou a Quibdó, capital do Chocó, para expressar solidariedade à região e se comprometeu a subsidiar ao menos 1.300 famílias afetadas pela catástrofe.
De acordo com o relatório da Asocapitales, a emergência tem caráter multidimensional, com danos simultâneos a hospitais, aeroportos, vias, sistemas de transporte, redes de abastecimento de água, energia elétrica e telecomunicações. Ao menos 86 edifícios colapsaram e sete aeroportos tiveram as operações suspensas. As cinco capitais em alerta vermelho são:
Em Pereira, as autoridades decretaram toque de queda a partir das 18h (horário local) até as 5h da terça-feira para proteger o comércio ante o risco de saques. O aeroporto internacional Matecaña permanece fechado devido a danos na cobertura da terminal, e três pessoas morreram em decorrência do desprendimento dessa estrutura. Além disso, 16 pessoas ficaram presas no sistema de cable (teleférico público) durante o tremor, e as telecomunicações entraram em colapso, obrigando as autoridades a recorrerem a radioteléfonos para coordenar os resgates.
Já em Cali, o alcalde Alejandro Eder advertiu que a cidade registra 20 estruturas colapsadas com pessoas soterradas, três vias obstruídas e dez hospitais inoperantes. Equipes de busca e resgate de Bogotá e Medellín foram enviadas à capital do Valle del Cauca com cães especializados e drones para auxiliar nas operações. O prefeito decretou toque de queda noturno (das 20h às 6h) e ordenou a militarização das áreas afetadas diante de ameaças de saques. "Peço à cidadania que reporte de maneira oportuna qualquer tentativa de saque ou de insegurança", declarou Eder.
Em Quibdó, os danos atingiram instituições educacionais, universidades e dezenas de residências destruídas, com pessoas ainda desaparecidas. O presidente De la Espriella, que visitou a região, informou que no departamento de Chocó há 13 mortos, 119 feridos e cinco desaparecidos. O mandatário assegurou que os recursos econômicos para atender a emergência já estão disponíveis e que o Estado está mobilizado para amparar os atingidos.
O terremoto de magnitude 7,4 foi seguido por uma réplica de magnitude 4,6 registrada às 8h18, com epicentro em Nóvita, também no Chocó. Até o início da tarde de segunda-feira, o Serviço Geológico Colombiano havia recebido mais de 14 mil relatos de cidadãos de mais de 600 municípios sobre a intensidade do tremor. As regiões mais afetadas são os departamentos do litoral Pacífico – Chocó, Valle del Cauca e Cauca – e o Eixo Cafeeiro – Risaralda, Caldas e Quindío.
Diversos países do continente, incluindo Estados Unidos, Equador, Brasil, El Salvador e Venezuela, além de nações da União Europeia, manifestaram solidariedade e ofereceram envio de equipes de resgate. As operações de busca por sobreviventes seguem em andamento, enquanto as autoridades alertam que os números ainda são preliminares e sujeitos a atualização.
Com informações de Xinhua, LA FM, La Opinión, BBC News Mundo, Caracol Radio, EFE, DCA, Zona Cero, El Peruano, Reforma, Semana, AVN, Unitel, La Tercera, Andina, Emol, MiMorelia, Yahoo Noticias, Qazinform, People's Daily, Times of Oman, UPI, News18 ■