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Prisão no Paraguai: condenado por atos de 8 de janeiro é capturado e repatriado
João Paulo Silva Matos foi localizado em cidade fronteiriça após operação conjunta e entregue à PF na Ponte da Amizade
America do Sul
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■   Bernardo Cahue, 04/02/2026

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (3), o brasileiro João Paulo Silva Matos, de 36 anos, condenado pela Justiça Federal por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília. A captura ocorreu em território paraguaio, marcando mais um capítulo nas operações para localizar e prender condenados pela data que fugiram do país.

De acordo com as investigações, Matos foi localizado na cidade de Salto del Guairá, no departamento de Canindeyú, no Paraguai, região conhecida por ser fronteiriça com o Brasil. A operação que resultou em sua prisão foi conduzida em conjunto por forças policiais paraguaias e pela Polícia Federal brasileira, por meio de seus canais de cooperação internacional.

Após a localização e a prisão administrativa no Paraguai, o brasileiro foi formalmente entregue às autoridades do seu país de origem na Ponte da Amizade, que liga Ciudad del Este (PY) a Foz do Iguaçu, no Paraná. O processo de repatriação contou com a anuência da Justiça paraguaia, atendendo a um pedido de prisão preventiva expedido pelo Brasil.

João Paulo Silva Matos integra o grupo de mais de 1.400 pessoas que já foram denunciadas pelo Ministério Público Federal pelos crimes cometidos em 8 de janeiro. Ele havia sido condenado em primeira instância por crimes como:

  • Invasão de edifício público
  • Destruição e danificação do patrimônio público
  • Associação criminosa armada
  • Violência contra a pessoa praticada por motivo de intolerância política

A fuga para países vizinhos, em especial o Paraguai, tem sido uma rota comum entre alguns dos condenados ou investigados que tentam escapar da ação da Justiça brasileira. A operação bem-sucedida desta terça-feira reforça os mecanismos de integração policial na região e demonstra a continuidade dos esforços para responsabilizar todos os envolvidos nos atos antidemocráticos.

Com a repatriação, Matos foi encaminhado ao sistema prisional federal e deve cumprir sua pena no Brasil. Ele também responderá a novos processos por evasão e por cruzar ilegalmente a fronteira.

Com informações de: G1, UOL, CNN Brasil, Agência Brasil ■

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