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O presidente argentino, Javier Milei, foi atacado com pedradas durante uma carreata de campanha na cidade de Lomas de Zamora, na provÃncia de Buenos Aires, nesta quarta-feira (27). O incidente violento obrigou a comitiva presidencial a interromper o ato e evacuá-lo à s pressas para evitar agressões fÃsicas. Milei não ficou ferido, mas o episódio expõe a tensão polÃtica no paÃs semanas antes das eleições legislativas de outubro.
Segundo relatos, manifestantes contrários ao governo atiraram pedras, garrafas e outros objetos contra o veÃculo aberto em que Milei estava junto com sua irmã, Karina Milei, e o candidato de seu partido, José Luis Espert. A confusão ocorreu no centro de Lomas de Zamora, região tradicionalmente ligada ao peronismo e ao kirchnerismo. Dois indivÃduos foram detidos, um deles por "atentado contra a autoridade".
O governo atribuiu o ataque a militantes peronistas e kirchneristas. Em suas redes sociais, Milei postou: "Los kukas tira piedras carentes de ideas, recurrieron otra vez à violência". A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, também responsabilizou o kirchnerismo pela agressão.
Este é o segundo incidente violento em um ato público de Milei nas últimas semanas, ocorrendo em um momento delicado para o presidente, que enfrenta:
O ataque ocorre em um contexto de profundas transformações e desafios econômicos desde que Milei assumiu o poder em dezembro de 2023. Seu governo implementou um plano de ajuste radical que, embora tenha reduzido drasticamente a inflação, também aprofundou a pobreza e a recessão no paÃs.
Entre as principais crises econômicas enfrentadas pela Argentina sob o governo Milei, destacam-se:
Apesar destes desafios, Milei mantém nÃveis de aprovação de around 53-56%, segundo pesquisas recentes. Seus apoiadores destacam o fim dos déficits fiscais, a estabilização da moeda e a expectativa de crescimento económico de 5% em 2025, conforme previsão do FMI.
O incidente em Lomas de Zamora ilustra a polarização polÃtica na Argentina, que se intensifica à medida que se aproximam as eleições legislativas de outubro, onde o futuro das reformas de Milei estará em jogo.
Com informações de: BBC.com, CNN Brasil, Infobae, Le Monde, Al Jazeera, El Mundo, Reuters, O Globo, The New York Times, Libre Estado. ■