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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou nesta segunda-feira (15.set.2025) que Israel e Rússia deveriam ser banidos de competições esportivas internacionais até que cessem os atos que classificou como "barbárie". A declaração refere-se aos conflitos na Faixa de Gaza e na Ucrânia.
A posição foi reforçada pela ministra espanhola da Educação e Esportes, Pilar AlegrÃa, que explicitou a comparação: "Desde 2022 que nenhum clube russo pode participar, a não ser que o façam sem bandeira nem hino. A pergunta é: 'Deve acontecer o mesmo com Israel?' Minha resposta é clara. Sim".
O governo espanhol destacou a inconsistência na tratamentação dos dois paÃses:
AlegrÃa foi enfática ao questionar: "É difÃcil explicar que haja um duplo critério. Existindo um massacre, um genocÃdio...". A ministra citou explicitamente as mais de 60.000 mortes em Gaza como justificativa para a posição espanhola.
A declaração de Sánchez ocorreu após manifestantes pró-Palestina interromperem a tradicional corrida de ciclismo La Vuelta, em Madrid, levando ao encerramento precoce do circuito. Os protestos têm como alvo especÃfico a equipe Israel-Premier Tech, que participava do evento.
Como medida de segurança, a equipe israelense removeu identificações nacionais de seus uniformes e equipamentos para "priorizar a segurança dos ciclistas e de todo o pelotão".
O primeiro-ministro espanhol tem sido um dos lÃderes europeus mais crÃticos da resposta israelense em Gaza. Em maio de 2025, Sánchez já havia defendido a exclusão de Israel do Eurovision Song Contest.
Sánchez afirmou ao jornal britânico Guardian que a resposta europeia à guerra em Gaza foi um "fracasso", acrescentando que "padrões duplos" em relação à Ucrânia e aos palestinos "minam a posição global do Ocidente".
Se implementadas, as sanções poderiam afectar:
A ministra AlegrÃa destacou que "o desporto não pode estar alheio" aos acontecimentos em Gaza, ecoando a posição de Sánchez de que organismos internacionais deveriam reconsiderar a participação israelense em competições esportivas.
Com informações de: Al Jazeera, Poder360, Terra, Noticias ao Minuto. ■