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O custo da cesta básica diminuiu em julho em 26 das 27 capitais brasileiras, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O movimento foi puxado pelo alívio nos preços de itens como batata, tomate e café em pó, que ficaram mais baratos na maioria das cidades pesquisadas.
As maiores quedas na comparação entre junho e julho ocorreram em:
Brasília também registrou queda expressiva, de -6,71%. A única capital onde o custo da cesta básica aumentou foi São Luís (MA), com variação positiva de 0,30%.
Mesmo com queda, São Paulo tem a cesta mais cara
Apesar do recuo de 5,23% em julho, São Paulo segue como a capital com o maior custo do conjunto de alimentos básicos: R$ 915,01. Na sequência, aparecem:
Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente (com 12 itens, contra 13 na região Centro-Sul), os menores valores médios foram registrados em:
Batata, tomate, café e açúcar puxaram a queda
Entre os alimentos que compõem a cesta básica, a batata registrou as quedas mais expressivas, com variações que chegaram a -31,12% em Brasília, seguidas por -15,55% em Cuiabá. O movimento é atribuído à maior oferta do produto, consequência da intensificação da safra de inverno e do aumento da produtividade.
O tomate também recuou em 26 capitais, com a ampliação da oferta no mercado. Em Aracaju, por exemplo, a queda foi de -37,96%. O café em pó ficou mais barato em 23 capitais, com destaque para Campo Grande (-5,19%) e Aracaju (-3,74%). O açúcar, por sua vez, caiu em 20 capitais, com recuos de até 7,54%.
Já a carne bovina apresentou comportamento dividido: o preço caiu em 14 cidades e subiu em outras 12, permanecendo estável em Porto Alegre. O feijão ficou mais caro em 17 capitais, enquanto o leite subiu em 21, pressionado pelas baixas temperaturas e seus efeitos sobre a produção.
Impacto no bolso do trabalhador
A redução dos preços em julho diminuiu o esforço médio do trabalhador para adquirir a cesta básica. No mês, o tempo médio necessário para comprar os itens foi de 100 horas e 24 minutos, abaixo das 105 horas e 51 minutos registrados em junho. Em média, o gasto comprometeu 49,34% do salário mínimo líquido.
Em Aracaju, a capital com a cesta mais barata, o trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 80 horas e 38 minutos para adquirir os alimentos, comprometendo 39,62% da renda líquida. Já em Natal, foram necessárias 85 horas e 43 minutos de jornada.
Com base na cesta mais cara (São Paulo), o Dieese estimou que o "salário mínimo necessário" para suprir as despesas básicas de uma família deveria ter sido de R$ 7.687,01 em julho — o equivalente a 4,74 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00.
Acumulado do ano ainda é positivo
Apesar da queda expressiva em julho, no acumulado de janeiro a julho de 2026, as 27 capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com variações entre 4,28% (Campo Grande) e 15,68% (Porto Velho). Na comparação anual (julho de 2025 a julho de 2026), o custo da cesta aumentou em 22 capitais e caiu em outras cinco. As quedas mais expressivas no período ocorreram em Natal (-2,26%), Brasília (-1,46%) e São Luís (-1,18%).
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos passou a abranger todas as 27 capitais após a ampliação da parceria entre Conab e Dieese. O levantamento acompanha mensalmente os preços dos produtos considerados essenciais e permite comparar a evolução do custo da alimentação básica em diferentes regiões do país.
Com informações de Diario do Centro do Mundo, G1, Agência Gov, Dieese, UOL, CNN Brasil■