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Pix ultrapassa fronteiras e já é aceito em oito países
Com transações em reais e conversão cambial em tempo real, serviço pode ser uma alternativa mais barata que o cartão de crédito internacional em hotéis, restaurantes e lojas de destinos como Estados Unidos, Portugal e Argentina
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■   Bernardo Cahue, 03/08/2026

Turistas brasileiros agora contam com uma nova ferramenta para economizar durante viagens internacionais. O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, já pode ser utilizado para compras diretas em estabelecimentos de oito países, sem a necessidade de recorrer ao cartão de crédito ou ao dinheiro em espécie. A novidade, resultado de parcerias entre bancos, fintechs e operadoras de maquininhas, promete reduzir os custos das transações no exterior ao utilizar taxas de câmbio mais vantajosas e evitar parte da tributação incidente sobre operações com cartão.

Os países que já aceitam o Pix como forma de pagamento em estabelecimentos comerciais são:

  • Argentina – com presença em restaurantes e atrações turísticas de Buenos Aires, fruto de acordo entre o Banco do Brasil e o Banco Patagonia;
  • Uruguai – com serviço oferecido pela Getnet em diversos comércios;
  • Chile – operação realizada em parceria entre a PagBrasil e a VirtualPOS;
  • Paraguai – disponível em mais de 90% das lojas de Ciudad del Este;
  • Estados Unidos – com integração feita pela Verifone em cidades como Miami e Orlando;
  • Portugal – presente em Lisboa e outros pontos turísticos;
  • Espanha – com aceitação em Madri e outras localidades;
  • França – disponível em Paris e em estabelecimentos parceiros.

Na prática, o funcionamento do Pix no exterior é bastante semelhante ao utilizado no Brasil. O estabelecimento comercial gera um QR Code na maquininha, que o cliente escaneia pelo aplicativo de seu banco brasileiro. Antes de confirmar a operação, o aplicativo já exibe o valor final da compra convertido em reais, com todas as tarifas e impostos já incluídos. Após a autenticação por senha ou biometria, a empresa intermediária responsável pela operação realiza a conversão cambial e repassa o pagamento ao comerciante na moeda local – seja em pesos, dólares ou euros.

O principal atrativo da modalidade está no custo reduzido em comparação ao cartão de crédito internacional. Enquanto as compras com cartão no exterior são taxadas em 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e utilizam a cotação do chamado “dólar turismo” – geralmente menos favorável –, os pagamentos via Pix costumam empregar o câmbio comercial, que é mais vantajoso, com tributação reduzida. Além disso, o Pix no exterior elimina a necessidade de carregar dinheiro em espécie ou de recorrer a casas de câmbio antes da viagem.

É importante ressaltar, no entanto, que o serviço não configura um “Pix internacional” oficial operado pelo governo brasileiro, conforme esclarece o Banco Central. As transações são intermediadas por instituições autorizadas a operar câmbio, chamadas de eFX, que convertem o valor da compra em tempo real. A aceitação do Pix no exterior ainda é restrita a estabelecimentos parceiros integrados às plataformas de conversão cambial, concentrando-se principalmente em destinos turísticos e redes privadas que oferecem essa tecnologia.

Atualmente, a solução está presente em hotéis, restaurantes, lojas e atrações turísticas de cidades bastante procuradas por brasileiros, como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris. A expansão do serviço ocorre por meio de acordos entre instituições financeiras e empresas de tecnologia em cada país.

Apesar das vantagens, o viajante precisa estar atento a alguns detalhes antes de optar pelo pagamento com Pix no exterior. As tarifas, taxas de conversão e impostos podem variar conforme o banco brasileiro, a empresa que processa o pagamento e o estabelecimento que disponibiliza a alternativa. A aceitação também depende das operadoras de meios de pagamento e das lojas de cada destino, sendo recomendável verificar previamente se o comércio oferece um QR Code compatível. Além disso, as operações estão sujeitas à cobrança de IOF e à incidência de custos relacionados à conversão da moeda, como o spread cambial.

Mesmo com essas ressalvas, a expectativa é que a lista de países atendidos continue crescendo à medida que bancos, empresas de pagamento e redes de pagamentos ampliem a integração do Pix a serviços usados fora do Brasil. Para os turistas brasileiros, a novidade representa mais uma opção de pagamento no exterior, com potencial de reduzir significativamente os gastos durante a viagem.

Com informações de ICL Notícias, Diário do Centro do Mundo, GPS Brasília, Correio Braziliense, Terra, O Globo, CSB, Remessa Online, Wise, Rendimento, PagBrasil e Banco Central do Brasil ■

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