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Irã anuncia líder religioso interino para comandar o país após morte de Khamenei
Aiatolá Alireza Arafi foi escolhido pelo Conselho de Discernimento e chefiará conselho interino que também inclui presidente e chefe do Judiciário; novo líder comandará processo de sucessão
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 01/03/2026

O Irã anunciou neste domingo (1º de março de 2026) a nomeação do aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino do país. A decisão foi tomada pelo Conselho de Discernimento do Interesse do Estado, um dia após a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã por três décadas, em um ataque coordenado pelos Estados Unidos e Israel.

Arafi, que também é membro da Assembleia dos Peritos e do Conselho dos Guardiães, terá a tarefa de comandar o processo de escolha de um novo líder permanente. Ele passa a integrar e chefiar um conselho interino de liderança, ao lado de outras duas altas autoridades do regime. O conselho interino é composto por:

  • Aiatolá Alireza Arafi – líder supremo interino e chefe do conselho.
  • Masoud Pezeshkian – presidente da República Islâmica.
  • Gholamhossein Mohseni-Ejei – chefe do Poder Judiciário.

De acordo com a agência estatal de notícias Irna, o órgão temporário conduzirá os assuntos de Estado e a transição até que a Assembleia dos Peritos, composta por 88 clérigos eleitos pelo voto popular, eleja um novo líder supremo de forma definitiva. O porta-voz do Conselho de Discernimento, Mohsen Dehnavi, confirmou a eleição em uma publicação na rede X.

Alireza Arafi, de 66 ou 67 anos (as fontes divergem), é um clérigo e jurista xiita que foi nomeado por Khamenei para o Conselho dos Guardiães em 2019. Ele também atuou como vice-presidente da Assembleia de Peritos. A sua nomeação ocorre em meio a uma grave escalada militar na região, com trocas de ataques entre o Irã, Israel e os EUA, e promessas de retaliação por parte de Teerã.

O anúncio da liderança interina é visto por analistas como um movimento para demonstrar a continuidade e a resiliência do Estado iraniano diante da crise sem precedentes causada pela morte do líder supremo.

Com informações de G1, UOL, DW, CartaCapital, Hora do Povo ■

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