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Sirenes e explosões marcam retaliação após morte de Khamenei
Jordanianos e israelenses correm para abrigos enquanto míssil atinge área nobre de Dubai; Teerã jura vingança
Oriente-Medio
Foto: https://f.i.uol.com.br/fotografia/2026/02/28/177226769169a2a8abe4316_1772267691_3x2_rt.jpg
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■   Bernardo Cahue, 01/03/2026

A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar neste domingo (1º de março de 2026), com relatos de sirenes e explosões em diversos países. De acordo com informações apuradas, sirenes soaram em Amã, na Jordânia, e em outras cidades jordanianas. Quase simultaneamente, sirenes de ataque aéreo foram acionadas em diversas regiões de Israel, levando a população a buscar abrigo, especialmente na principal rodovia que liga Tel Aviv a Jerusalém. Os alertas ocorrem após o Irã lançar mísseis em retaliação aos bombardeios coordenados por Estados Unidos e Israel no sábado (28).

O governo iraniano confirmou a morte de seu líder supremo, Ali Khamenei, nos bombardeios de sábado, e decretou 40 dias de luto nacional. Em resposta, múltiplas explosões foram ouvidas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, país aliado de Washington. Relatos dão conta de que:

  • Destroços de um drone interceptado causaram um incêndio na fachada externa do hotel Burj Al Arab, um dos ícones da cidade.
  • Um incêndio atingiu a área de Palm Jumeirah, um arquipélago artificial onde ficam hotéis de luxo, deixando quatro pessoas feridas. O hotel Fairmont, cinco estrelas, foi atingido.
  • O Aeroporto Internacional de Dubai registrou um incidente que deixou quatro pessoas feridas, segundo o gabinete de imprensa da cidade.

A escalada de violência não se limitou aos Emirados. O Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas em vários países do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait e Iraque. No Bahrein, prédios residenciais foram atingidos.

Em meio ao conflito, o judiciário iraniano divulgou uma nota contundente. "Nosso povo vingará seu líder", afirmou a autoridade, ecoando a promessa da Guarda Revolucionária de uma "punição severa" para os "assassinos" do aiatolá. O principal assessor de Khamenei, Ali Larijani, publicou na rede social X: "Faremos com que os criminosos sionistas e os americanos sem vergonha se arrependam das suas ações".

Com informações de: G1, ANSA Brasil, O Globo, BBC News Brasil, Metrópoles, InfoMoney, Euronews, SAPO ■

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