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Um drone de origem não identificada atingiu na manhã deste sábado um edifício residencial no centro de Manama, capital do Bahrein, provocando uma forte explosão que destruiu parcialmente a estrutura e deixou ao menos quatro feridos, segundo informações preliminares das autoridades locais. O ataque ocorreu por volta das 7h (horário local), horário de movimento intenso, e gerou pânico entre moradores da região.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma densa nuvem de fumaça preta saindo do prédio, localizado próximo a instalações governamentais e diplomatícas. Equipes de resgate foram acionadas imediatamente e isolaram a área para buscas por possíveis vítimas sob os escombros. O ministério do Interior bahreinita confirmou em nota que o artefato era um drone de médio porte, possivelmente carregado com explosivos, e que as investigações estão em curso para determinar a origem e a trajetória da aeronave.
Analistas apontam que o ataque pode estar ligado à escalada de tensões no Golfo Pérsico, envolvendo grupos apoiados pelo Irã. O movimento houthi do Iêmen, que já alvejou territórios da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos com drones e mísseis, reivindicou a autoria do ataque por meio de um comunicado divulgado pela agência de notícias Al-Masirah, controlada pelo grupo. No texto, os houthis afirmam ter atingido "um alvo sensível" em Manama como resposta à coalizão liderada pela Arábia Saudita. No entanto, autoridades bahreinitas ainda tratam a informação com cautela e não descartam a possibilidade de ação de células locais ou falha em sistemas de defesa.
O incidente expõe vulnerabilidades na segurança aérea do Bahrein, país que abriga a Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos e é aliado estratégico de Washington. Especialistas ouvidos pela imprensa internacional destacam que, nos últimos anos, a tecnologia de drones se tornou uma ameaça assimétrica de difícil contenção, especialmente em áreas densamente povoadas.
Entre os possíveis desdobramentos do ataque, destacam-se:
O governo do Bahrein decretou estado de alerta máximo e convocou reunião de emergência com representantes das forças armadas e da inteligência. Enquanto isso, a população local organiza vigílias e cobra respostas das autoridades. Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade além dos houthis, e a comunidade internacional aguarda maiores esclarecimentos sobre a origem do drone e os reais objetivos do ataque.
Com informações de: Reuters, Associated Press, Al Jazeera, BBC News, France Presse ■