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Israel rejeita mais de 100 pedidos de ajuda humanitária para Gaza desde o cessar-fogo, diz ONU
Restrições impediram a entrada de itens essenciais como cobertores, roupas de inverno e equipamentos de saneamento, agravando a crise humanitária no território
Oriente-Medio
Foto: https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/Collections/Embargoed/15-10-2024-UNICEF-West-Bank-01.jpg/image1170x530cropped.jpg
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■   Bernardo Cahue, 07/11/2025

O porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, informou que as autoridades israelenses rejeitaram 107 pedidos para levar materiais de ajuda à Faixa de Gaza desde que o cessar-fogo começou, há quase um mês. A maioria esmagadora dessas negativas, quase 90%, afetou pedidos feitos por mais de 30 organizações não governamentais (ONGs) locais e internacionais.

Segundo a ONU, os itens barrados incluíam:

  • Cobertores e roupas de inverno
  • Ferramentas e materiais para operar e manter serviços de água, saneamento e higiene
  • Tendas e toldos plásticos (tarpaulins)
  • Kits de higiene e materiais de saneamento

Mais da metade das solicitações foram negadas com a justificativa de que as organizações "não estavam autorizadas" a levar itens de ajuda para Gaza. Outros materiais foram barrados por serem classificados pelas autoridades israelenses como fora do escopo da ajuda humanitária ou por serem considerados itens de "duplo uso" – que poderiam ter aplicações civis e militares –, como painéis solares, geradores, peças para veículos, banheiros móveis e máquinas de raio-X.

Essas restrições continuam a dificultar os esforços humanitários no território, mesmo com o cessar-fogo em vigor. A ONU e seus parceiros alertam que, embora o trabalho de ajuda tenha sido ampliado, "muito mais poderia ser feito se os obstáculos remanescentes fossem removidos". A situação da fome em Gaza ainda é descrita como "catastrófica" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com a população enfrentando necessidades nutricionais críticas.

Além dos desafios logísticos, o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) continua recebendo relatos de atividade militar e detonações de prédios residenciais em áreas onde o exército israelense permanece, o que coloca civis e trabalhadores humanitários em risco.

Com informações de: Al Jazeera, France24, Global Diaspora News, News.az, NPR, The Guardian, United Nations (UN). ■

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