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Iêmen: cortes de financiamento e ataques aéreos agravam cenário
País enfrenta colapso no sistema de saúde com surto de cólera e corte de ajuda internacional após intervenções militares
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 05/09/2025

O Iêmen vive uma das piores crises humanitárias do mundo, agravada por cortes drásticos no financiamento internacional de saúde e por ataques aéreos recentes dos Estados Unidos e Israel. Segundo organizações humanitárias, o país sofre com surto de cólera, colapso da infraestrutura médica e escassez de alimentos, afetando milhões de pessoas.

Os cortes de ajuda liderados pelos EUA – que reduziram em 67% seu financiamento global para saúde em 2025 – tiveram impacto direto no Iêmen, onde programas de alimentação e saúde foram severamente afetados. Além disso, ataques aéreos israelenses contra portos e infraestrutura civil (como aeroportos e usinas) desde maio de 2025 destruíram instalações críticas para a entrada de ajuda humanitária e agravaram a crise.

Principais fatores da crise:

  • Colapso do sistema de saúde: Mais da metade das unidades de saúde estão fechadas ou funcionam com capacidade limitada, com surtos de cólera, pneumonia e difteria.
  • Cortes de financiamento: EUA e outros doadores (Reino Unido, França e Alemanha) reduziram drasticamente a ajuda humanitária em 2025, afetando programas de alimentação e saúde.
  • Ataques a infraestrutura crítica: Bombardeios israelenses a portos (como Hodeidah) e aeroportos prejudicaram o acesso a aid humanitária e destruíram fontes de energia e água.
  • Crise econômica e inflação: A desvalorização da moeda local dificultou o acesso a alimentos e medicamentos.
  • Deslocamento em massa: Cerca de 4,8 milhões de pessoas estão deslocadas internamente, muitas vivendo em acampamentos vulneráveis a enchentes.

Em agosto de 2025, ataques israelenses em Sanaa mataram pelo menos 10 pessoas e feriram mais de 100, com o governo houthi acusando Israel de crime de guerra por atingir alvos civis. Enquanto isso, os cortes de ajuda dos EUA – incluindo erros administrativos que suspenderam temporariamente programas alimentares – deixaram milhões sem acesso a alimentos básicos.

Organizações como o Comitê Internacional de Resgate (IRC) alertam que 19,5 milhões de iemenitas precisam de assistência urgente em 2025, com risco de morte por fome e doenças evitáveis. Sem um plano estratégico internacional, a crise tende a se aprofundar.

Com informações de: The Washington Post, Al Jazeera, Wikipedia (em português e inglês), Folha de S.Paulo, SIC Notícias, Euronews, O Globo e International Rescue Committee (IRC). ■

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