Mais de 80% da Faixa de Gaza é agora uma "zona proibida" para os moradores de Gaza, seja porque estão controlados pelo exército israelense ou porque estão sob ordens de evacuação
Internacional
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■ Bernardo Cahue, 26/05/2025
Um bombardeio israelense atingiu a escola de refugiados Fahmi al-Jarjawi, no bairro de al-Daraj, em Gaza, neste domingo, 25 de maio. O ataque deixou pelo menos 32 mortos e mais de 50 feridos, segundo o Ministério da Saúde local. Entre as vÃtimas estão crianças e famÃlias deslocadas que buscavam abrigo no local após fugirem de bombardeios em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza. Corpos carbonizados tornaram a identificação difÃcil.
Horas antes, outro ataque destruiu um prédio residencial na Rua Thawra, em Gaza, matando quatro pessoas. No norte, em Jabalia, 15 morreram após um bombardeio a uma casa da famÃlia Abd Rabbo, onde também havia deslocados. Equipes de resgate continuam buscando sobreviventes sob os escombros.
O exército israelense afirmou que o alvo era "terroristas" na escola, mas fontes locais destacam que as vÃtimas eram civis. A ONU e organizações humanitárias reforçaram crÃticas ao uso de instalações civis como alvos, exigindo proteção sob leis internacionais.
Desde outubro de 2023, a ofensiva militar em Gaza já causou mais de 53 mil mortes e 122 mil feridos, segundo autoridades palestinas, aprofundando uma crise humanitária com deslocamentos em massa e falta de ajuda essencial.
Com informações da Telesur.■