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Lula sanciona Lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19
Data de 12 de março foi escolhida em homenagem à primeira vítima fatal da doença no país, a técnica de enfermagem Rosana Aparecido Urbano
Politica
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■   Bernardo Cahue, 12/05/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta segunda-feira (11), a lei que institui o dia 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e foi marcada por críticas do petista à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O evento também contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes de organizações da área.

A data foi escolhida em razão do registro da primeira morte pela doença no Brasil, em 2020. A técnica de enfermagem Rosana Aparecido Urbano, de 57 anos, foi a primeira vítima fatal da Covid-19 no país, e seu nome foi citado por Lula durante a solenidade. "Se a gente não faz isso, cai no esquecimento. E é tudo que eles desejam, que caia no esquecimento. As pessoas que vivem de mentira não estão preocupadas com a verdade", disse o presidente.

De autoria do líder do PT na Câmara, deputado federal Pedro Uczai (SC), o projeto de lei foi aprovado pelo Senado em abril. O país registrou mais de 700 mil vítimas da Covid-19, sendo que, até o momento, o número de mortes ultrapassa 716 mil, conforme dados do Ministério da Saúde.

Durante seu discurso, Lula afirmou que, se o governo Bolsonaro tivesse seguido as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o país teria registrado menos mortes. O presidente também criticou a desinformação disseminada na época, mencionando falsas alegações sobre a vacina. "A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças... Tem que dar nome para essa gente aprender, no mínimo, a respeitar o ser humano", declarou.

Já a primeira-dama, Janja da Silva, se emocionou ao lembrar a perda de sua mãe, vítima da doença. "Eu sempre me preparei psicologicamente para perder minha mãe para o Alzheimer, mas ver ela sendo arrancada de mim pela Covid-19, pela falta de incentivo à máscara. Eu não vou esquecer jamais. A memória é isso", disse Janja.

Homenagens em todo o país

Para marcar a sanção da lei, o Ministério da Saúde promoveu uma série de projeções em seis capitais brasileiras. As cidades e os locais escolhidos foram:

  • Manaus (AM) – Centro Cultural Casarão de Ideias;
  • Rio de Janeiro (RJ) – Cristo Redentor e Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS);
  • Brasília (DF) – Congresso Nacional;
  • São Paulo (SP) – Esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação;
  • Fortaleza (CE) – Complexo Cultural Estação das Artes;
  • Porto Alegre (RS) – Centro de Oncologia do Hospital Conceição (GHC).

As projeções exibiram os nomes das vítimas e mensagens de luto, reforçando o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) e da vacinação no combate à pandemia.

Impacto da pandemia

O Brasil viveu seu período mais crítico da pandemia em 2021, quando registrou mais de 424 mil mortes. Com o avanço da vacinação, os números caíram significativamente nos anos seguintes:

  • 2022: 74 mil mortes
  • 2023: 14 mil mortes
  • 2024: 5 mil mortes

O presidente Lula também lançou, durante a cerimônia, uma cartilha destinada a militantes do PT, com informações sobre o que classificou como as "desgraças" da gestão anterior. "É importante que cada militante tenha isso aqui na mão, porque aqui tem tudo que foi a desgraça que eles falaram durante dois anos de pandemia", afirmou o petista.

Com a sanção, o dia 12 de março passa a integrar o calendário oficial brasileiro, garantindo que a memória das vítimas da Covid-19 e os erros e acertos no enfrentamento da maior emergência sanitária da história recente do país não sejam esquecidos.

Com informações de: G1, UOL, Correio Braziliense ■

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