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A confusão em torno do nome "Alexandre" nos contatos telefônicos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi esclarecida por investigações da Polícia Federal e documentos da CPMI do INSS. Diferentemente do que foi aventado inicialmente em algumas análises, o contato não pertence ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas sim ao contador Alexandre Caetano dos Reis, figura já identificada em relatórios policiais como integrante do núcleo financeiro do esquema comandado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS".
A origem do mal-entendido está na interpretação de mensagens encontradas no celular de Vorcaro, que foram alvo de reports iniciais. O próprio ministro Alexandre de Moraes divulgou uma nota oficial, por meio de seu gabinete, informando que a análise técnica dos dados telemáticos do banqueiro, tornados públicos pela CPMI, comprovou que as mensagens de visualização única enviadas em 17 de novembro de 2025 não estavam vinculadas aos seus contatos, mas sim a pastas associadas a outras pessoas na lista de Vorcaro. A esposa do ministro, Viviane Barci, também emitiu nota afirmando não ter recebido qualquer mensagem do banqueiro, corroborando a tese de que o destinatário era outro.
Quem é, afinal, o verdadeiro "Alexandre"?
Alexandre Caetano dos Reis é apontado em investigações da Polícia Federal como contador e sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes (o "Careca") em uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, a Camilo & Antunes Limited. Essa empresa teria sido usada para blindar patrimônio oriundo de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Além disso, Alexandre é proprietário da Voga Brasil Soluções Empresariais, escritório de contabilidade que, segundo a PF, operava empresas utilizadas para lavar dinheiro do esquema.
A relação de Alexandre Reis com o universo político e financeiro se aprofunda por outros vínculos:
A partir da ilação inicial, que ganhou tração em sites e redes sociais, a informação foi esclarecida tanto pela defesa do ministro quanto pela própria Polícia Federal, que não viu indícios de uma relação entre Moraes e Vorcaro que justificasse apuração específica. A CPMI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana, afirmou que sempre atuou dentro dos limites legais e que não divulgou material sigiloso envolvendo ministros do STF.
O caso ilustra como uma interpretação equivocada de dados pode gerar repercussão pública significativa, sendo posteriormente corrigida pela verificação técnica dos fatos.
Com informações de Rondoniaovivo, O Globo (Colunas de Malu Gaspar e Lauro Jardim), Folha de S. Paulo, Diário do Centro do Mundo, Consultor Jurídico, CNN Brasil, Revista Fórum, Jornal O Sul, O Estado de S. Paulo ■