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Mídia russa dá como certa a morte do irmão de Netanyahu e estado grave de Ben-Gvir
Veículos ligados ao governo iraniano replicam tese de Scott Ritter; premier e ministro não são vistos em público há pelo menos três dias
Oriente-Medio
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS0JgCpDPrU62eLnAupZWUP-ZSh-1htAzJMtw&s
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■   Bernardo Cahue, 10/03/2026

A imprensa russa e veículos de comunicação alinhados ao Irã repercutem nas últimas horas informações não verificadas de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria sofrido um ataque em seu esconderijo. De acordo com publicações que citam o ex-oficial de inteligência americano Scott Ritter — frequentemente ouvido por canais russos —, o irmão do premiê, Yakov Netanyahu, teria morrido durante uma ação militar.

As matérias, que ganharam força em sites como o yapolitic.net e foram replicadas pela agência iraniana Tasnim News, também afirmam que o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, estaria em "estado gravíssimo". A informação, no entanto, é cercada de ressalvas pelos próprios divulgadores, que admitem não haver confirmação oficial.

O boato ganhou tração devido ao fato de que nenhum dos dois apareceu publicamente nos últimos dois a três dias. A última gravação em vídeo de Netanyahu data de 7 de março, e as comunicações oficiais desde então têm sido exclusivamente por meio de comunicados de texto. A ausência, considerada atípica pela imprensa que monitora a cobertura do premiê, alimentou uma onda de especulações.

Fontes ligadas ao regime iraniano listam uma série de "evidências circunstanciais" que, segundo elas, sustentariam a tese do ataque:

  1. Sumiço das imagens: Nenhum vídeo novo de Netanyahu foi divulgado nos últimos três dias, algo incomum para sua rotina de comunicação.
  2. Reforço na segurança: Relatos não confirmados indicam que o perímetro de segurança da residência de Netanyahu foi reforçado na noite de 8 de março para conter possíveis drones suicidas.
  3. Cancelamento de visitas: A viagem do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner a Israel teria sido cancelada sem explicação oficial.
  4. Comunicados opacos: O Palácio do Eliseu, ao divulgar a conversa telefônica entre Macron e Netanyahu, não teria especificado a data da ligação, publicando apenas o "suposto conteúdo do diálogo".

Enquanto a imprensa israelense, como o Jerusalem Post, classifica as alegações como "guerra de informação pró-iraniana", o silêncio prolongado alimenta teorias. O governo de Israel nega qualquer incidente, mas até o momento não produziu imagens recentes do primeiro-ministro ou do ministro para encerrar as dúvidas.

O contexto da guerra agrava a desinformação: os ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, que começaram em 28 de fevereiro, já provocaram mais de 2 mil mortes e deslocaram centenas de milhares de pessoas, criando um ambiente propício para rumores de ambos os lados.

  • O que dizem os canais russos: A programação de talk shows políticos, como o "Central Television" do canal NTV, listou Scott Ritter entre seus convidados para discutir o "desaparecimento" de Netanyahu e a perda de aeronaves americanas.
  • O que diz a oposição: Enquanto isso, analistas israelenses independentes lembram que o premiê esteve, ao menos nos registros oficiais, em um local atingido em Bersebá no dia 6 de março, mas isso não foi acompanhado de imagens.

Até que haja uma aparição pública ou uma prova de vida divulgada por fontes oficiais israelenses, a narrativa sustentada pela imprensa russa — de que o irmão de Netanyahu morreu e Ben-Gvir está gravemente ferido — continuará a circular nos meios de comunicação alinhados ao eixo Teerã-Moscou.

Com informações de The Week, Sinar Daily, yapolitic.net ■

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