Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
Após anúncio de Trump, Irã lança ofensiva massiva contra Israel
Ação sem precedentes incluiu mísseis balísticos e gerou cortes de energia em instalação crítica
Oriente-Medio
Foto: https://www.aljazeera.com/wp-content/uploads/2025/06/AFP__20250614__62CE7BT__v1__HighRes__IsraelIranConflict-1749885439.jpg?resize=1920%2C1080
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 10/03/2026

Horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que a guerra contra o programa nuclear iraniano estava "praticamente completa", o Irã lançou o que especialistas classificam como seu maior ataque direto contra Israel. A ofensiva, ocorrida no início de março, envolveu uma barragem de mísseis balísticos que atingiu áreas urbanas e, de acordo com vazamentos e publicações em redes sociais dentro de Israel, pode ter danificado gravemente uma infraestrutura de comunicações vital.

O ataque representa uma resposta direta às ações militares de EUA e Israel contra instalações iranianas, confirmando o temor de uma conflagração regional mais ampla. Fontes israelenses, que falaram sob condição de anonimato em posts de redes sociais, descreveram cenas de pânico e destruição. O ataque mais grave confirmado até o momento ocorreu na cidade de Beit Shemesh, onde um míssil com uma ogiva de aproximadamente 500 quilos atingiu uma área residencial.

De acordo com os relatos, o impacto causou a morte de pelo menos seis pessoas, incluindo crianças, e feriu dezenas, além de destruir um abrigo antibombas e edifícios vizinhos. A penetração do míssil, que não foi interceptado pelos sistemas de defesa aérea israelenses, levantou questões sobre a eficácia da camada de proteção do país diante de um ataque de saturação.

Sites alinhados ao governo iraniano e canais russos na plataforma de mídia social X têm amplificado massivamente um vídeo que mostraria a destruição da Estação de Satélites SES Ha'Ela, um complexo estratégico localizado ao sul de Beit Shemesh que abriga mais de cem antenas parabólicas. As imagens, que mostram antenas aparentemente destruídas e destroços metálicos, geraram alarme estratégico, pois a instalação é um nó crucial para comunicações globais de banda larga e transmissão de dados. Até o momento, não há confirmação oficial das Forças de Defesa de Israel ou da operadora SES S.A. sobre o ataque à estação.

Diante desse cenário, a população civil israelense vive uma mistura de luto e apreensão. Os bombardeios confirmados já deixaram um rastro de destruição, e a incerteza sobre a extensão total dos danos dificulta a compreensão real da situação. O governo israelense, que impõe censura militar à imprensa durante o conflito, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a maioria das alegações específicas que circulam online, incluindo o status da estação de satélites.

A comunidade internacional observa com cautela.

Com informações de G1, Defence Security Asia ■

Mais Notícias