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O governo da China emitiu uma forte condenação ao que denominou como o "sequestro" do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cília Flores, por forças dos Estados Unidos. Em declarações oficiais, o Ministério das Relações Exteriores chinês qualificou a ação como uma "violação grave do direito internacional" e uma "ameaça à paz e estabilidade na América Latina e Caribe", condenando o que chamou de "ações hegemônicas" norte-americanas.
Os fatos que motivaram a reação ocorreram no início de janeiro, quando os EUA realizaram uma operação militar em território venezuelano que resultou na captura e retirada do país do presidente Maduro e da primeira-dama. Relatos indicam que a operação incluiu bombardeios e deixou um saldo de pelo menos 100 mortos. Em consequência, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como presidente encarregada do país.
Em resposta, a Venezuela expressou publicamente seu agradecimento à China pela posição de apoio. O chanceler venezuelano, Yván Gil, agradeceu a "firme posição" chinesa contra a violação da soberania e do direito internacional, acusando os EUA de usarem a politização dos direitos humanos como pretexto para interferência.
A posição chinesa vai além da condenação retórica e aponta para preocupações estratégicas mais amplas:
Analistas vinculados à mídia estatal chinesa argumentam que a operação norte-americana expõe um desprezo pelo direito internacional. Eles criticam a narrativa de "execução da lei" e "governança melhorada" apresentada por Washington, interpretando-a como uma fachada para um projeto de "tomada de recursos" e controle geopolítico, dado que a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo.
O caso tem reverberado em fóruns multilaterais. A Corte Penal Internacional (CPI), que já tinha uma investigação em curso sobre supostos crimes contra a humanidade na Venezuela desde 2018, vê o caso sob nova luz. Enquanto isso, dentro dos EUA, vozes do Congresso questionaram os motivos reais da operação, com alguns legisladores sugerindo que o interesse pelo petróleo venezuelano foi um fator determinante.
Internamente na Venezuela, a situação permanece tensa. Lideranças opositoras e organizações de direitos humanos têm exigido a libertação de presos políticos, cujo número é estimado em 863 pela ONG Foro Penal, embora o governo venezuelano negue a existência de detidos por motivos políticos .
Com informações de: Swissinfo, Radio Cadena Patagonia, TeleSUR, Global Times, China-US Focus ■