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Em meio ao alerta de novos casos do vírus Nipah na Índia, especialistas brasileiros e autoridades sanitárias globais buscam acalmar a opinião pública. A mensagem é clara: embora o patógeno seja extremamente letal, seu potencial para desencadear uma pandemia como a de COVID-19 é considerado muito baixo. O surto atual, restrito ao estado de Bengala Ocidental, está sob controle, com todas as pessoas que tiveram contato com os infectados testando negativo para a doença.
O virologista Benedito Fonseca, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, contextualiza a situação: “O fato de o vírus estar se espalhando na Índia indica que deve ter ocorrido algum evento na natureza que proporcionou o aparecimento da doença”. Ele e outros especialistas reforçam que a conjunção de fatores que permite a emergência do vírus na Ásia — especialmente a presença de morcegos-da-fruta do gênero *Pteropus* como hospedeiros naturais — não se repete no Brasil, onde essa espécie não existe.
Situação Atual e Resposta Rápida
Desde dezembro de 2025, dois casos confirmados de Nipah foram registrados em Bengala Ocidental, Índia. Ambos são profissionais de saúde de um mesmo hospital. A resposta das autoridades foi imediata:
Por que o Nipah não é como a COVID-19?
Apesar de figurar na lista de doenças prioritárias da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao lado de ebola, zika e COVID-19, o vírus Nipah possui dinâmicas de transmissão fundamentalmente diferentes. Especialistas apontam razões técnicas para a baixa probabilidade de uma pandemia:
Risco para o Brasil e o Mundo
O Ministério da Saúde do Brasil, consultado pela reportagem, emitiu nota afirmando que o risco de uma pandemia pelo vírus Nipah é considerado baixo. A principal via teórica de entrada no país seria a importação de um caso humano por meio de viagens internacionais, um cenário considerado de risco baixo, porém crescente, devido ao aumento das conexões aéreas.
Autoridades europeias chegaram a uma conclusão similar. O Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) avaliou o risco de infecção para viajantes ou residentes europeus na região de Bengala Ocidental como "muito baixo". A análise destaca que, mesmo que um caso fosse importado para a Europa, o risco de transmissão subsequente é mínimo, já que os morcegos hospedeiros do vírus não estão presentes no continente.
Sintomas, Tratamento e Prevenção
Embora o vírus Nipah sirva como um alerta para a constante ameaça de doenças infecciosas emergentes, a combinação de sua biologia, a resposta rápida de saúde pública e as lições aprendidas com a COVID-19 criam um cenário onde a vigilância, e não o pânico, é a resposta mais adequada.
Com informações de: G1, Veja Saúde, Al Jazeera, BBC, European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), Our World in Data ■