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A numerologia da prisão: 22/11, PL/PP - coincidência ou profecia?
Em um dia que parecia saído de um manual de numerologia política, ex-presidente descobre que números podem ser tão complicados quanto processos judiciais
Analise
Foto: https://metronews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/ffcms_wp_external_image_MqVtoY.jpg
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■   Bernardo Cahue, 23/11/2025

Em um daqueles capítulos que a política brasileira parece ter roubado de um roteiro de comédia, Jair Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro de 2025, data que se tornou imediatamente um prato cheio para os amantes de coincidências numéricas. A prisão ocorreu após o ex-presidente tentar abrir sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda - um episódio que por si só já renderia crônicas, mas que ganhou contornos ainda mais curiosos quando observamos o calendário.

A Matemática (não tão) Ocultista da Política Brasileira

Vamos aos fatos, ou melhor, aos números:

  • 22/11: Dia da prisão preventiva de Bolsonaro, que já cumpria prisão domiciliar desde agosto por descumprir medidas cautelares.
  • PL 22: Número eleitoral do Partido Liberal, legenda à qual Bolsonaro é filiado desde 2021 .
  • PP 11: Número do Partido Progressista, onde o ex-presidente passou boa parte de sua carreira política antes de migrar para o PL.
  • 2022: Ano em que Bolsonaro perdeu a reeleição para Lula e, segundo investigações, teria orquestrado uma tentativa de golpe de Estado.

O "Punhal Verde e Amarelo" e os Números Amarelos

O plano golpista batizado de "Punhal Verde e Amarelo", que incluía até mesmo a captura do ministro Alexandre de Moraes e a execução do presidente eleito Lula e do vice Geraldo Alckmin, não resistiu à matemática democrática. Os números das urnas, que Bolsonaro tanto questionou, acabaram se voltando contra ele de forma ainda mais cruel - agora na forma de datas e códigos partidários.

Não sabemos se Bolsonaro, em seus momentos ociosos na sala de Estado-Maior da PF, onde agora cumpre prisão preventiva, se dedica a contemplar essas curiosidades numéricas. Mas é inegável que, se houvesse um jogo de bingo numerológico na política brasileira, o ex-presidente teria feito cartela cheia.

A Moral da História (e dos Números)

Talvez a verdadeira lição que fica para todos nós é que, na política como na vida, os números sempre falam mais alto - sejam eles resultados eleitorais, anos de condenação ou, aparentemente, até datas de prisão que coincidem misteriosamente com siglas partidárias.

Enquanto isso, o calendário segue implacável, e as efemérides da política brasileira ganham novos capítulos - alguns trágicos, outros cômicos, e muitos, como este, uma mistura peculiar de ambos.

Com informações de Wikipedia, Agência Senado, Estadão ■

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