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Em uma reunião divulgada pela televisão estatal nesta quinta-feira (20), o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, informou ao presidente Vladimir Putin que as tropas russas completaram a captura da cidade de Kupyansk, na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia. O anúncio foi feito durante uma visita de Putin a um posto de comando do grupo de forças "Zapad" (Oeste).
Kupyansk é um importante entroncamento ferroviário e foi descrito por comandantes russos como uma "peça-chave nas defesas da Ucrânia". A cidade, que chegou a ter cerca de 55 mil habitantes antes da guerra, havia sido inicialmente capturada pelas forças russas no início da invasão, em 2022, e depois retomada pela Ucrânia em um contra-ataque em setembro do mesmo ano.
A ofensiva russa para retomar Kupyansk não foi um evento repentino, mas sim uma campanha prolongada que se intensificou nos últimos meses. Diferente do que ocorreu na frente de Pokrovsk, onde os avanços foram mais rápidos, a ofensiva em Kupyansk foi marcada por uma abordagem mais gradual.
Os principais marcos que levaram à captura da cidade incluem:
O anúncio da queda de Kupyansk ocorre em um momento crítico da guerra. A Rússia mantém pressão ofensiva em múltiplas frentes, notadamente na direção de Pokrovsk, no Donetsk, onde combates extremamente intensos têm ocorrido. Gerasimov também afirmou durante a reunião com Putin que mais de 70% do território de Krasnoarmeysk (o nome russo para Pokrovsk) já foi "libertado".
Paralelamente às operações terrestres, a Rússia tem conduzido massivos ataques de longo alcance contra a infraestrutura energética ucraniana. Recentemente, mais de 500 drones e mísseis foram lançados contra a Ucrânia em uma única noite, em uma campanha aparente para degradar a capacidade de resistência do país durante o inverno.
Pouco antes do anúncio russo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, havia declarado que a Rússia falhou em cumprir prazos anteriores estabelecidos por Putin para a captura de ambas as cidades, Kupyansk e Pokrovsk. A afirmação de Zelenskyy sugere que, do ponto de vista ucraniano, a resistência conseguiu atrasar significativamente os planos militares de Moscou.
Durante a reunião no posto de comando, Putin também fez um apelo para que soldados ucranianos se rendam, alegando que a liderança política em Kiev não lhes dá essa opção. Gerasimov endossou a narrativa, afirmando que "muitos" militares ucranianos gostariam de se render, mas são impedidos por ameaças de execução.
Com o controle de Kupyansk, as forças russas consolidam sua posição no oblast de Kharkiv e podem buscar aprofundar seu avanço em direção a outras cidades-chave no leste do país, como Kramatorsk e Sloviansk, os principais redutos ucranianos restantes na região de Donbas.
Com informações de The Moscow Times, UNN, Sputnik Africa, Sputnik Globe, Wikipedia, Institute for the Study of War ■