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Em uma movimentação geopolítica significativa, o governo Trump anunciou um acordo com a China que inclui a redução de tarifas e cooperação contra o tráfico de fentanil. O entendimento ocorre em meio a uma disputa global pelo domínio de terras raras, minerais críticos para a tecnologia e a defesa, onde os EUA aceleram esforços para quebrar a hegemonia chinesa.
As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de uma vasta gama de produtos de alta tecnologia. Eles são componentes vitais em setores cruciais:
A China controla atualmente entre 60% e 70% da mineração global de terras raras e impressionantes 90% da capacidade de refino desses minerais . Este domínio quase absoluto confere a Pequim um poderoso instrumento de pressão geoeconômica, tendo o país imposto restrições à exportação de alguns desses minerais no passado .
Para reduzir essa dependência e fortalecer a segurança de suas cadeias de suprimento, a administração Trump tem fechado uma série de acordos com nações aliadas:
Com a segunda maior reserva mundial de terras raras, o Brasil tornou-se uma peça central nessa disputa entre China e EUA . O país possui vantagens geológicas competitivas, incluindo depósitos de alta qualidade e um processo de extração potencialmente mais barato e com menor impacto ambiental . No entanto, especialistas alertam para um risco histórico: sem uma política industrial clara que promova o processamento local, o Brasil pode acabar exportando matéria-prima bruta, enquanto outros países capturam os lucros da industrialização .
Enquanto a China avança com investimentos estratégicos em setores de mineração e logística no Brasil, os Estados Unidos veem o país como um aliado natural em sua estratégia de friendshoring—o fortalecimento de cadeias de fornecimento entre nações parceiras . O diálogo entre os presidentes Lula e Trump já inclui a questão dos minerais críticos como moeda de troca nas negociações comerciais entre os dois países .
Com informações de: BBC, Fox Business, Gazeta do Povo
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