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Em meio à repercussão da Operação Contenção, que resultou em 119 mortes (oficiais) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, parlamentares federais moveram-se em duas frentes: acionaram a Justiça contra o governador Cláudio Castro e defenderam a aprovação da PEC da Segurança Pública.
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHMIR) apresentou um ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, pedindo a abertura de uma investigação criminal contra Castro e a decretação de sua prisão preventiva. O pedido foi assinado por deputados de partidos como PT, PSOL e PCdoB.
No documento, os parlamentares argumentam que há "risco concreto à ordem pública" e "fortes indícios" de que a ação policial "extrapolou os parâmetros de legalidade", citando relatos de execuções sumárias.
Em outro front, avança no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, que tem como objetivo reorganizar as competências dos entes federativos no combate ao crime.
Os deputados signatários do ofício basearam seu pedido em diversos pontos:
Em meio ao debate sobre a operação no Rio, a PEC 18/2025, de autoria do Poder Executivo, está em tramitação no Congresso e propõe mudanças profundas. Seus principais pontos são:
Cláudio Castro enfrenta simultaneamente crises na segurança pública e na esfera eleitoral. Além da pressão dos parlamentares, o governador será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 4 de novembro em um caso que pode resultar em sua cassação.
Paralelamente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que Castro e sua equipe de segurança prestem informações detalhadas sobre a Operação Contenção, incluindo o planejamento e a comprovação do uso proporcional da força. Eles foram convocados para uma audiência no dia 3 de novembro.
Enquanto isso, a PEC 18/2025 aguarda a instalação de uma comissão especial para análise na Câmara dos Deputados, onde já foram apresentadas 25 emendas ao texto original.
Com informações de: Agência Brasil, O GLOBO, Veja, Folha de S.Paulo, Senado Federal, PT na Câmara. ■