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O governo chinês intensificou publicamente seu apoio à adesão plena do Estado da Palestina ao BRICS, durante a XVII Cúpula do bloco realizada no Rio de Janeiro em julho de 2025. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, reforçou o posicionamento durante encontro com o chanceler de Marrocos, Nasser Bourita, afirmando que a comunidade internacional deve se unir diante da situação em Gaza.
O apoio chinês alinha-se com a Declaração do Rio de Janeiro, documento final da cúpula que expressa forte respaldo à causa palestina. O bloco, que inclui agora membros como Egito, Emirados Ãrabes, Etiópia, Indonésia e Irã, defendeu de forma unânime:
O documento do BRICS foi além da retórica diplomática convencional, denunciando explicitamente o uso da fome como método de guerra e condenando os ataques a civis, escolas e hospitais como violações graves do direito internacional humanitário. O bloco também manifestou apoio ao processo na Corte Internacional de Justiça (CIJ), movido pela Ãfrica do Sul, que acusa Israel de genocÃdio.
Analistas apontam que a posição chinesa e do BRICS representa um divergência clara em relação às potências ocidentais, que permanecem evasivas sobre o conflito. A declaração do Rio nomeia a realidade como "uma guerra de agressão, não uma guerra de defesa", sinalizando uma disposição crescente para confrontar o que as potências ocidentais ainda se recusam a nomear.
China reconhece o Estado palestino desde 1988, sendo um dos primeiros paÃses a fazê-lo. O recente posicionamento no âmbito do BRICS reforça o papel de Pequim como voz influente do Sul Global na busca por uma ordem internacional mais multipolar.
Com informações de: Brasil de Fato, CADTM, G1, Governo do Brasil, Middle East Monitor, Monitor do Oriente, Poder360, The Intel Drop. ■