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O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) declarou de forma explÃcita que a votação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil está condicionada à apreciação prévia de seu relatório que propõe a redução de penas para condenados por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após uma reunião com a bancada do PT na Câmara nesta quarta-feira (24), o relator afirmou a jornalistas que a matéria da chamada "dosimetria" deve ser votada na próxima terça-feira (30). "Acho até que, se não votar isso, não vai votar IR", declarou Paulinho da Força, referindo-se à proposta de isenção do Imposto de Renda, prevista para ser pautada na quarta-feira seguinte (1º de outubro).
A declaração foi interpretada por deputados petistas como uma chantagem polÃtica. O lÃder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), reafirmou a oposição total do partido ao projeto e criticou a vinculação das pautas. "Se a gente tumultua colocando um tema como esse, a chance da gente não votar Imposto de Renda é grande", disse Lindbergh, acrescentando que a isenção do IR é uma "pauta vinculada à vida do povo".
O impasse coloca em risco o calendário legislativo e cria um embate direto entre uma pauta de interesse econômico popular, defendida pelo governo, e uma proposta de cunho polÃtico altamente sensÃvel. Paulinho da Força admitiu que seu projeto beneficiaria Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, mas defendeu a votação como forma de "destravar a pauta" e evitar que o tema contamine a semana de votações.
Com informações de: CBN, CNN Brasil, Correio Braziliense, Diário do Centro do Mundo, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, O Globo, Poder360, Revista CartaCapital. ■