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Celular de Bolsonaro revela articulação pós-Governo para enfraquecer instituições e atacar Lula
Mensagens apreendidas pela PF mostram ex-presidente coordenando ataques ao STF, combatendo lei de redes sociais e buscando manter influência no agronegócio para minar governo atual
Politica
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTUAK0l8x9MSYL3XvV0fqesNGRvefP5Fpd-SdfhmZHV0oOvjY1AoEhuHcf7&s=10
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■   Bernardo Cahue, 29/07/2025

Articulação de CPI Contra o STF

Em trocas com o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), Bolsonaro orientou explicitamente a assinatura do pedido de CPI contra ministros do Supremo, principalmente Alexandre de Moraes. Quando questionado se deveria aderir à iniciativa, o ex-presidente respondeu: "Eu assinaria. Sempre existe a possibilidade de retaliações". Imediatamente após o aval, Lopes confirmou: "Já assinei". A CPI, proposta originalmente em 2022, foi reativada em 2023 como parte de uma estratégia de pressão sobre o Judiciário .

Sabotagem ao PL das Fake News

Em diálogo direto com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o ex-presidente atuou nos bastidores para influenciar a votação do projeto que regulamentava redes sociais. Em 2 de maio de 2023, ao ser informado que o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) pedia a retirada de pauta do PL 2630, Bolsonaro foi taxativo: "Tem que votar hoje". Eduardo respondeu que já havia se manifestado como líder da minoria pela votação imediata - movimento que culminou no arquivamento da proposta, apelidada pela base bolsonarista de "PL da Censura" .

Conchavos no Agronegócio

Preocupado em manter apoio do setor ruralista após a derrota eleitoral, Bolsonaro disparou mensagens a aliados criticando as políticas fundiárias de Lula: "Cada vez mais problemas para o agro" e "Com Bolsonaro: ZERO demarcações". Articulou com o ex-ministro Walter Braga Netto e o ex-titular de Minas e Energia Adolfo Sachsida ações para consolidar sua presença na Agrishow 2023 em Ribeirão Preto. Hospedou-se na fazenda do empresário Paulo Junqueira, citado em investigações por suposto financiamento de viagens de Bolsonaro ao exterior .

Estratégias e Alianças

  • Autocensura calculada: Com assessores do chamado "gabinete do ódio", como Tércio Arnaud, passou a demonstrar cautela ao compartilhar conteúdo sensível após investigações, pedindo checagem prévia para evitar "polêmica" .
  • Conexões internacionais: Manteve contato com ex-embaixador de Israel Yossi Shelley, que ofereceu viagem de 14 dias ao país com todas as despesas pagas para ele e três acompanhantes .
  • Narrativa de perseguição: Em áudios, classificou como "piada" as acusações do caso das joias e reclamou do rótulo de "extrema-direita" dado pela imprensa .

Com informações de Congresso em Foco, Terra, Metrópoles, Poder360

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