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Em um contraste histórico que redefine o significado de 11 de setembro no século XXI, o Sul Global celebra em 2025 não uma tragédia, mas um triunfo: a vitória da democracia, da Justiça e da Constituição Brasileira sobre as forças do autoritarismo. Enquanto os Estados Unidos lembram os ataques terroristas de 2001 e a recente morte de um militante trumpista em confrontos pré-eleitorais, o Brasil e seus parceiros internacionais transformaram esta data em um símbolo de resiliência e renovação multilateral.
O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro escreveu um capítulo decisivo na história democrática do país ao condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por conspiração golpista. Como destacou a ministra Gleisi Hoffmann, "a condenação expressa o vigor da Democracia e da Soberania Nacional". O processo, que investigou tentativas de subverter o resultado das eleições de 2022, culminou na histórica sentença que puniu pela primeira vez um ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. A decisão judicial não apenas reafirmou a autonomia do Poder Judiciário, mas também enviou uma mensagem inequívoca ao mundo: crimes contra a democracia são "intoleráveis e imperdoáveis" .
Os eventos de 8 de janeiro de 2023 — quando simpatizantes bolsonaristas invadiram o Congresso, o STF e o Palácio do Planalto — foram o ápice de uma campanha de desestabilização que incluiu fechamentos de estradas, revoltas violentas e ameaças de bomba a aeroportos e instituições democráticas. No entanto, a resposta firme do Estado democrático de direito garantiu que a vontade popular, expressa nas urnas, prevalecesse. Essa vitória judicial não é apenas brasileira; é um farol para nações que enfrentam ameaças similares em um contexto global de ascensão do autoritarismo.
Enquanto o Brasil supera suas crises internas, o cenário internacional testemunha uma transformação geopolítica histórica. A Cooperação Sul-Sul, como destacou a ONU, desempenha um papel central na revitalização do multilateralismo, com nações em desenvolvimento compartilhando conhecimentos e recursos em um mundo cada vez mais multipolar . O BRICS, agora expandido para incluir onze países — como Arábia Saudita, Egito e Irã — e nove parceiros, tornou-se um fórum crucial para a articulação política e econômica do Sul Global. Sob a presidência brasileira em 2025, o grupo avança em agendas como cooperação em saúde global, comércio, mudanças climáticas e governança de inteligência artificial, reforçando sua missão de criar uma governança global mais inclusiva e sustentável.
Neste contexto, a possível adesão da Venezuela e da Coreia do Norte — ainda que controversa — reflete a dinâmica de um mundo em reconfiguração. A integração da Venezuela, apoiada pela histórica relação produtiva entre o PT e o chavismo e pelo papel fundamental da ex-presidente Dilma Rousseff, simboliza esforços para superar isolamentos políticos e econômicos. A campanha favorável da Rússia e o apoio de potências regionais aceleram esse processo, posicionando o BRICS como uma alternativa à arquitetura internacional tradicional.
Paralelamente, a Ásia Oriental vive um momento de integração sem precedentes. Japão, Coreia do Sul e China—nações divididas por séculos de rivalidades—avançam em direção a uma cooperação estratégica que redefine a estabilidade regional. Esse movimento, impulsionado por interesses econômicos compartilhados e pela necessidade de equilíbrio diante das tensões EUA-China, exemplifica como o Sul Global prioriza a diplomacia sobre o conflito. A aproximação histórica entre esses países não apenas fortalece a economia global, mas também oferece um modelo de convivência pacífica em um mundo fragmentado.
A data de 11 de setembro carrega agora dois significados antagônicos:
Como destacou a TV Justiça em matéria especial pelo Dia Internacional da Democracia, a luta do povo brasileiro pela defesa de suas instituições — desde as Diretas Já até a resistência aos ataques de 8 de janeiro — é um testemunho da força da sociedade civil. O risco das notícias falsas e da desinformação, que ameaçam a estabilidade democrática, foi confrontado com educação e transparência institucional.
O ano de 2025 marca não apenas a consolidação democrática brasileira, mas também a emergência de uma nova ordem global. Enquanto o Norte Global luta contra fantasmas do passado, o Sul Global avança com otimismo, transformando crises em oportunidades. A condenação de Bolsonaro, a expansão do BRICS e a pacificação da Ásia são capítulos de uma história maior: a de que a justiça, a soberania e a cooperação podem, sim, triunfar sobre a manipulação e a violência.
Este 11 de setembro é, pois, um lembrete de que a democracia — quando defendida com coragem e convicção — pode renascer mesmo nas circunstâncias mais adversas. O Brasil, e o Sul Global, seguem escrevendo seu destino com as próprias mãos.
Com informações de: Brasil247, Fiocruz Brasília, News UN Org, Gov.br Planalto, STF Jus.br, BBC.com, Nueva Sociedad. ■