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As manifestações ocorridas no 7 de Setembro de 2025, durante o feriado da Independência, expuseram não apenas a polarização polÃtica no Brasil, mas também controvérsias significativas na contagem de participantes e na cobertura midiática. Enquanto os atos pró-anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados por crimes golpistas de 8 de janeiro foram amplamente divulgados, as manifestações contrárias à anistia e em defesa da soberania nacional enfrentaram questionamentos sobre a precisão de suas estimativas de público.
Em São Paulo, cidade considerada um polo bolsonarista, o ato contra a anistia na Praça da República foi inicialmente reportado com números que variaram drasticamente. Enquanto o Monitor do Debate PolÃtico do Cebrap/USP estimou 8,8 mil participantes no auge do evento, o portal Poder360 afirmou que apenas 4,3 mil pessoas estiveram presentes. Essa disparidade foi atribuÃda a metodologias distintas: o primeiro usou software de inteligência artificial para análise de fotos aéreas, enquanto o segundo alegou que a densa arborização da praça prejudicou a precisão da contagem por drone.
CrÃticos apontam que as estimativas foram realizadas fora do horário de pico das manifestações. O monitoramento da USP considerou imagens entre 9h46 e 11h35, mas não cobriu perÃodos posteriores, quando o evento potencialmente atingiu maior público. Além disso, não houve menção à contagem de participantes do Grito dos ExcluÃdos, movimento tradicional que ocorreu simultaneamente em várias cidades e que carregava pautas alinhadas contra a anistia e em defesa da democracia.
No Rio de Janeiro, onde o governador Cláudio Castro (PL) abertamente apoia a anistia, o Grito dos ExcluÃdos reuniu milhares de pessoas no centro da cidade, com pautas que incluÃam:
Os estados de São Paulo e Rio são governados por aliados de Bolsonaro – TarcÃsio de Freitas (Republicanos) e Cláudio Castro (PL), respectivamente –, o que influencia a narrativa local e a divulgação de dados. TarcÃsio, por exemplo, discursou no ato pró-anistia na Avenida Paulista, classificando a atuação do ministro Alexandre de Moraes como "tirania" e defendendo anistia "ampla e para todos".
Além da subnotificação, observa-se uma divergência metodológica entre fontes:
O contexto polÃtico mais amplo inclui:
Em suma, a discrepância nos números e a não contabilização de eventos como o Grito dos ExcluÃdos sugerem um viés categórico na divulgação das estimativas, potencialmente alinhado aos interesses de governos estaduais bolsonaristas. A completa dimensão das manifestações contra a anistia permanece subrepresentada, enquanto os atos pró-anistia recebem ampla cobertura e apoio institucional e do conglomerado de imprensa.
Com informações de: G1 Globo, Agência Brasil, Poder360, Brasil de Fato, BBC Brasil. ■