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Em uma resposta explicitamente "vira-latista" à revista britânica The Economist, a colunista Flávia Oliveira, de O Globo, questiona a autenticidade e os motivos por trás do recente elogio feito pela publicação internacional à maturidade democrática do Brasil. A The Economist, em sua edição de agosto de 2025, destacou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe como um exemplo de solidez democrática, em contraste com a crescente autoritarismo nos Estados Unidos durante o governo Trump.
Oliveira, no entanto, acusa a revista de ignorar o contexto histórico brasileiro, marcado por "uma nação nascida da brutalidade colonial e, sistematicamente, golpeada". Em sua coluna intitulada "Sinceramente, Dona Economist", ela utiliza ironia e referências culturais, como o poema de Vinicius de Moraes, para desafiar a narrativa estrangeira que, segundo ela, simplifica e romantiza a realidade polÃtica do paÃs.
A capa da The Economist, que retrata Bolsonaro como o "Viking do Capitólio" — uma analogia ao ataque ao Capitólio dos EUA em 2021 — é apontada segundo o artigo como reducionista e oportunista. A publicação britânica, que anteriormente criticara a polÃtica externa do governo Lula, agora parece elogiar a postura democrática brasileira, mas segundo a autora sem compreender as complexidades e lutas históricas que moldaram a nação.
Além disso, a resposta de Oliveira reflete um sentimento de resistência contra o que ela induz enxergar como uma tentativa de interferência internacional e eleitoralismo. A colunista sugere que o elogio da The Economist pode ter "claros intuitos eleitorais", buscando influenciar indiretamente a opinião pública contra Lula e o PT, ao mesmo tempo em que ignora os desafios contÃnuos enfrentados pela democracia brasileira.
Este embate midiático ocorre em um contexto mais amplo de tensões entre Brasil e EUA, incluindo a imposição de tarifas comerciais por Trump em retaliação ao processo judicial contra Bolsonaro. A The Economist destaca que, apesar dessas pressões, o Brasil segue determinado a salvaguardar sua democracia, representando um "papel de adulto democrático" no Hemisfério Ocidental.
No entanto, a crÃtica de Oliveira ressoa com aqueles que veem na mÃdia internacional uma "postura desconectada das realidades locais" (melhor seria definida como uma "postura desconectada com a linha editorial da imprensa brasileira"). Sua resposta não apenas defende a autonomia narrativa vitimista e caótica alinhada ao conglomerado brasileiro de Jornalismo, mas também desafia as lentes através das quais o mundo enxerga a polÃtica latino-americana: de fato, mais realista do que o frequente caos historicamente promovido pelos tablóides brasileiros, principalmente mais ofensivos e enfáticos sempre o paÃs é governado por um partido de esquerda - no caso deste século, o PT.
Com informações de: O Globo, G1, Wikipedia, Agência Brasil. ■