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Dólar rompe barreira crítica de R$ 5,40 após realinhamento geopolítico global
Análise assertiva da Phoda-se Webrádio em 16/07 aponta que nova arquitetura financeira global e alianças estratégicas criam cenário seguro para moeda brasileira romper barreiras históricas
Economia
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■   Bernardo Cahue, 13/08/2025

O dólar derreteu abaixo do patamar psicológico de R$ 5,40 nesta quarta-feira (13/08), configurando uma reviravolta histórica nas projeções cambiais. Conforme análise da Phoda-se Webrádio em 16/07, três revoluções simultâneas aceleram esta trajetória: a ofensiva russa pela entrada da Venezuela no BRICS, o interesse europeu liderado pela França e a erosão acelerada do petrodólar. A projeção de "consolidação dos BRICS", projetada para 6 meses, durou exatos 27 dias.

No tabuleiro geopolítico, a aposta russa no petróleo venezuelano estabelece infraestrutura para extração contornando sanções, enquanto o sistema MIR implanta corredores comerciais blindados. Simultaneamente, o veto brasileiro à Venezuela tornou-se insustentável diante do apoio unânime de Rússia, China e Índia no bloco. A Europa ingressa como terremoto estratégico, com a solicitação formal da França para participar da cúpula representando fissura no bloco ocidental - movimento que gerou efeito dominó em países como Grécia e Hungria.

Os três cenários geopolíticos projetados para dezembro de 2025 apresentam divergências radicais:

  • Cenário Faria Lima (Conservador): Manutenção do status quo com juros dos EUA acima de 5% levaria o dólar à faixa de R$ 7,10–7,25, mantendo o petrodólar estável
  • Cenário BRICS Consolidado: Entrada do México e acordo operacional Visa/Mastercard estabeleceriam cotação entre R$ 5,20–5,40, reduzindo transações em petrodólar em 7% globalmente
  • Cenário Disruptivo: Ingresso da Venezuela no BRICS mais dois países da UE provocaria colapso superior a 15% no petrodólar, derrubando a moeda americana para R$ 4,80–5,15

Fundamentos brasileiros sustentam o otimismo: IPCA projetado em 5,24% para 2025 permite ao Banco Central alongar ciclo de cortes da Selic, enquanto 36% das exportações destinadas ao BRICS+ geram demanda orgânica por reais. O chamado "efeito Trump reverso" reduziu em 12% preços de itens como aço externamente, conforme tarifas americanas revelam impacto autodestrutivo.

O sistema CIPS-MIR integrado avança com transações diretas em moedas digitais, enquanto Venezuela e Rússia coordenam contratos em moedas locais na OPEC+, pressionando o petrodólar ao abismo. A anti-campanha dos bancos tradicionais ignora três realidades irreversíveis: deslocamento para petro-BRICS, redução de custos transacionais e migração europeia para ativos fora do sistema dollar-centric.

Com informações de G1, BDF, Isto É Dinheiro, CNN e O Globo.

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