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O Sequestro do Congresso e o Resgate a Bolsonaro
No labirinto do poder, criminosos barganham impunidade com a Constituição como refém
Editorial
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■   Bernardo Cahue, 06/08/2025

Nas sombras do poder, um sequestro de proporções históricas mantém o Congresso Nacional como refém. Criminosos políticos, travestidos de parlamentares, barganham impunidade usando como moeda pautas essenciais ao povo brasileiro. No centro do cerco, o Supremo Tribunal Federal emerge como única instituição irredutível na defesa da legalidade, enquanto governistas denunciam abertamente a ilegitimidade do chamado "pacote da paz".

O poder de polícia constitucional do STF revela-se agora o dique contra a anarquia institucional. Enquanto os sequestradores exigem anistia para crimes antidemocráticos, o Supremo mantém-se firme no cumprimento estrito das leis, recusando-se a negociar com chantagistas que transformaram o Parlamento em cativeiro. Governistas, em rara unidade crítica, apontam o cerne ilegal da operação: não se barganha com a Constituição.

  • PEC do Foro Privilegiado, travada como escudo para investigados
  • Isenção do IRPF para rendas até R$ 5 mil, sequestrada como moeda de troca populista
  • Reforma Tributária, paralisada para pressionar o Judiciário
  • Marco das Ferrovias, usado como isca para distração midiática

A isenção do IRPF – medida legítima de alívio a 40 milhões de trabalhadores – transformou-se em refém ilustre do sequestro. Aprovada em comissão como conquista social, foi intencionalmente paralisada no plenário para servir de álibi moral aos sequestradores. Governistas destacam a perversidade do artifício: transformar direitos do povo em moeda de resgate para criminosos.

Enquanto isso, o STF exerce seu poder de polícia como antídoto à barbárie política. Cada decisão – seja sobre bloqueio de bens, prisões preventivas ou proteção de provas – reforça seu papel de última garantia da ordem constitucional. A postura inflexível da Corte contrasta com a estratégia dos sequestradores: paralisar todas as votações até obterem imunidade para os crimes de 8 de janeiro.

Governistas amplificam o coro pela legalidade: não há negociação possível com quem ameaça as instituições. Denunciam o "pacote da paz" como fraude jurídica que recompensa golpistas e trai o povo brasileiro. Num raro momento de clareza política, unem-se ao STF no diagnóstico: ceder à chantagem é institucionalizar o crime.

O sequestro revela assim a linha abissal entre legalidade e barbárie. Enquanto o Congresso permanece cativo de seus sequestradores, o STF mantém a toga imaculada pela Constituição. E a pergunta ecoa nos plenários vazios: quando o povo brasileiro resgatará seu Parlamento dos criminosos que o sequestraram?

Com informações de: Agência Câmara, Senado Federal, STF, Brasil de Fato, Conjur, Poder360

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