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Chamem a Venezuela para o BRICS! Rápido!
Movimento desafia OTAN, NAFTA e FMI no quesito hegemonia, e aumentaria as reservas do petróleo mundial para cerca de 67%
Editorial
Foto: https://static.poder360.com.br/2023/05/NicolasMadruro-Lula-Itamatary-Brasil-Venezuela-Janja-LuizInacio-CiriaMaduro-Seguranca-Militares-PracaDos3Poderes-17-848x477.jpg
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■   Bernardo Cahue, 08/07/2025
A cúpula do BRICS no Rio consolidou o bloco como força geopolítica, mas uma jogada estratégica ainda está em aberto: a integração da Venezuela. Com as maiores reservas de petróleo do planeta, o país caribenho pode ser a peça que faltava para transformar o BRICS em um verdadeiro contrapeso à ordem energética ocidental. Nossa análise mostra por que essa adesão causaria um terremoto nas relações globais.

Dados e Contexto
A Venezuela detém 303 bilhões de barris comprovados – 17% do total mundial. Se somadas às reservas atuais do BRICS (50%), o bloco controlaria dois terços do ouro negro do planeta. Mais relevante que o volume é o simbolismo: incorporar um país sob sanções brutais dos EUA seria uma declaração de que o BRICS não apenas cresce, mas protege ativos estratégicos contra coerção ocidental.

Vantagens Geopolíticas
Analistas veem três movimentos-chave:

Primeiro, a entrada da Venezuela daria ao BRICS poder inédito para regular preços e fluxos, desafiando a Arábia Saudita e a OPEP.

Segundo, fortaleceria o "Banco do BRICS" para financiar extração sem dólar – algo vital para Caracas, cujas vendas caíram 70% por sanções.

Terceiro, criaria um "escudo energético": Rússia fornece tecnologia, Brasil e China investem em infraestrutura, Venezuela aporta reservas. Uma tríade imune a pressões externas.

Impactos Globais
O pânico em Wall Street seria imediato. Com 67% das reservas mundiais, o BRICS poderia acelerar a troca de petrodólar por moedas locais – o real e o yuan ganhariam lastro concreto. Para os EUA, seria uma ameaça dupla: perda de alavancagem sobre mercados emergentes e risco de inflação galopante caso a desdolarização se massifique. Não por acaso, o Departamento de Estado já declarou que "qualquer integração venezuelana terá consequências".

Conclusão
A matemática é irrefutável: os 17% venezuelanos dariam ao bloco massa crítica para reescrever as regras do jogo energético. Se em 2023 o BRICS começou a desdolarização, em 2025 ou 2026 pode enterrar a era do petrodólar. A decisão está nas mãos de Lula e Putin – os únicos com influência para viabilizar a adesão sem rupturas internas. Uma coisa é certa: com ou sem Venezuela, o tabuleiro global já mudou. Mas com ela, o Ocidente enfrentaria seu maior desafio energético desde 1973.

Com informações da OPEP/EIA, discursos da cúpula do BRICS 2024, análises do Centro de Controle da Energia Global da Universidade de Columbia, e UOL.■

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