Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
Petrobras quase triplica lucro em 2025 e alcança R$ 110,1 bilhões
Estatal reverte prejuízo do quarto trimestre de 2024 com alta de 46% no Ebitda e anuncia R$ 8,1 bilhões em JCP; produção no pré-sal e exportações batem recordes históricos
Politica
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQXpJdqJH22ejX1b9IclGRXAkyKGVszb6jzSw&s
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 06/03/2026

A Petrobras encerrou o ano de 2025 com um lucro líquido acumulado de R$ 110,12 bilhões, um valor mais de duas vezes superior (um aumento de cerca de 200%) em relação aos R$ 36,6 bilhões registrados em 2024. O resultado, o sexto ano consecutivo de lucro da companhia, foi impulsionado por uma forte recuperação no quarto trimestre, onde a empresa reverteu o prejuízo de R$ 17,04 bilhões do mesmo período de 2024 para um lucro de R$ 15,56 bilhões.

De acordo com o balanço divulgado, a receita de vendas no acumulado do ano atingiu R$ 497,55 bilhões, uma alta de 1,4% ante 2024. O grande destantor foi o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que avançou 46,3% no quarto trimestre, somando R$ 59,92 bilhões e fechando o ano em R$ 237,18 bilhões.

O que explica o salto no lucro?
A melhora expressiva nos resultados é atribuída a uma combinação de fatores operacionais e financeiros:

  • Efeito cambial: As perdas com variação cambial foram drasticamente reduzidas. Enquanto o quarto trimestre de 2024 foi impactado negativamente em R$ 27,5 bilhões, o mesmo período de 2025 registrou perdas de apenas R$ 8 bilhões, uma melhora de 72,3%.
  • Eventos não recorrentes: A linha de "outros eventos exclusivos" saiu de uma perda de R$ 16,54 bilhões no 4T24 para um ganho de R$ 934 milhões no 4T25, explicado principalmente pelo resultado positivo com o desmantelamento de áreas (R$ 3,1 bilhões em ganhos).
  • Eficiência operacional e produção: A companhia atingiu recordes operacionais, com a produção total subindo 10,8%, para 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O pré-sal foi o grande motor, com produção de 2,02 milhões de boe/d, um avanço de 11,4%. Plataformas como o FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, superaram suas capacidades nominais de produção.
  • Exportações recordes: As exportações de petróleo bateram recorde, com média de 765 mil barris por dia no ano, alta de 27,1%, sendo a China responsável por 53% das compras. No terceiro trimestre, a marca chegou a 814 mil barris/dia.

Remuneração aos acionistas e investimentos
Com o caixa fortalecido, a Petrobras anunciou o pagamento de R$ 8,1 bilhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP) referentes ao quarto trimestre, elevando a distribuição total aos acionistas relativa a 2025 para R$ 41,2 bilhões.

Em paralelo, a empresa manteve o ritmo de investimentos. No acumulado de 2025, os desembolsos totalizaram US$ 20,3 bilhões, um aumento de 22,2% em relação a 2024, com foco em exploração e produção no pré-sal e no projeto de modernização da Refinaria Abreu e Lima.

Endividamento e perspectivas
Apesar do lucro expressivo, a dívida líquida da estatal apresentou alta, fechando o ano em US$ 60,59 bilhões, comparada a US$ 52,24 bilhões em dezembro de 2024. No entanto, a alavancagem financeira (relação dívida líquida/Ebitda) manteve-se controlada em 1,42 vez.

O resultado veio dentro do teto das expectativas do mercado, que projetava um lucro anual entre R$ 100 bilhões e R$ 125 bilhões.

Com informações de Valor Econômico, Valor Investe, InfoMoney, B3 Bora Investir, Monitor Mercantil, Agência Petrobras, IstoÉ Dinheiro ■

Mais Notícias