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Haddad descarta impactos imediatos da guerra no Irã sobre orçamento das famílias brasileiras
Ministro da Fazenda afirma que economia está sólida, mas admite cautela com possíveis desdobramentos do conflito
Politica
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■   Bernardo Cahue, 03/03/2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que os recentes ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não devem ter reflexos diretos e imediatos no bolso do cidadão brasileiro. A declaração foi feita durante uma aula magna na Universidade de São Paulo (USP), antes de o ministro se reunir com estudantes da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária.

De acordo com Haddad, a macroeconomia do país passa por um momento favorável, com bom fluxo de investimentos, o que, em tese, blindaria o dia a dia da população de uma turbulência de curto prazo. “A economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento. Mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas”, declarou o ministro.

O chefe da Fazenda, no entanto, ponderou que o cenário externo ainda é incerto e que sua equipe monitora “com cautela” a evolução do conflito. A principal preocupação das autoridades econômicas é com a possibilidade de escalada das hostilidades, o que poderia afetar rotas marítimas estratégicas. Mais cedo, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa parcela significativa do petróleo consumido globalmente — cerca de 20% de todo o suprimento mundial —, o que já provoca oscilação nos preços da commodity.

“A escala do conflito vai determinar muita coisa. […] a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar”, completou Haddad, destacando que, por ora, não há motivo para alterar as projeções orçamentárias das famílias ou do governo.

Apesar da relativa tranquilidade manifestada pelo ministro, analistas lembram que uma eventual disparada duradoura do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e, consequentemente, a inflação, mas esse ainda não é o cenário traçado pela equipe econômica.

Com informações de UltimaHoraNews, Valor Econômico ■

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