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O assessor especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim, afirmou na manhã desta segunda-feira (2) que o Brasil deve se preparar para um agravamento do conflito no Oriente Médio. Em entrevista à GloboNews, Amorim classificou o momento como de forte tensão e alertou para o que chamou de “aumento vertiginoso” das hostilidades na região.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, declarou o embaixador, referindo-se à morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em ataques realizados no último sábado (28).
Segundo Amorim, o cenário de “pior” significa um possível alastramento do conflito para além das fronteiras atuais. Ele lembrou que o Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas e outras facções em países vizinhos, o que pode expandir a crise.
O diplomata conversou por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta segunda para avaliar os desdobramentos e as possíveis iniciativas diplomáticas do Brasil. De acordo com interlocutores, a conversa incluiu a retomada de esforços de mediação, como a Declaração de Teerã, acordo firmado em 2010 por Brasil, Turquia e Irã que acabou rejeitado pelos Estados Unidos.
A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã também impõe cautela na agenda externa brasileira. Lula tem encontro marcado com o presidente americano Donald Trump entre os dias 15 e 17 de março, em Washington. Amorim destacou a complexidade do momento:
O Itamaraty já divulgou duas notas sobre o conflito. Na primeira, condenou os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Na segunda, manifestou solidariedade aos países atingidos pela retaliação iraniana — como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait — e pediu a interrupção das ações militares na região do Golfo.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, para tratar do fechamento do espaço aéreo e da situação de brasileiros em aeroportos da região.
O governo brasileiro acompanha com “cautela” os desdobramentos e reforça a defesa de uma solução negociada e do respeito ao Direito Internacional
Com informações de G1, Correio Braziliense, Poder360, O Estado de S. Paulo, InfoMoney ■