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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deverá desembolsar aproximadamente R$ 51,8 bilhões para cobrir as garantias de clientes e investidores afetados pelas liquidações extrajudiciais dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno, decretadas pelo Banco Central entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. O valor, confirmado pelo próprio fundo, representa o maior rombo da história da entidade privada e equivale a quase metade do lucro dos quatro maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) em 2025.
As liquidações atingiram, ao todo, oito instituições com vínculos diretos ou indiretos com o conglomerado do Banco Master, gerando um efeito dominó no sistema financeiro. A decomposição dos valores por instituição é a seguinte:
De acordo com o Banco Central, a medida extrema foi motivada pelo "comprometimento da situação econômico-financeira" das instituições, com "deterioração da situação de liquidez" e descumprimento de normas. No caso do Master e do Will Bank, houve ainda a identificação de "créditos podres" e operações fraudulentas que levaram à quebra do conglomerado. A aprovação da venda do Banco Pleno (à época Voiter) ao ex-sócio do Master, em julho de 2025, ocorreu em meio a indícios de irregularidades, o que gerou debates sobre a atuação do regulador.
Para fazer frente ao rombo, o FGC, que possui um patrimônio estimado em R$ 160 bilhões (sendo R$ 125 bilhões de liquidez imediata), aprovou um plano emergencial de recomposição de caixa com seus bancos associados. As medidas acordadas incluem:
Para os credores das três instituições, o FGC já iniciou os procedimentos de pagamento. No caso do Banco Pleno, o liquidante nomeado pelo BC está consolidando a lista de beneficiários. Pessoas físicas devem solicitar a garantia pelo aplicativo do FGC (disponível para Android e iOS), enquanto pessoas jurídicas utilizam o site do fundo. O pagamento é realizado em até 48 horas úteis após a assinatura digital do termo de solicitação. É importante destacar que o valor por CPF ou CNPJ está limitado a R$ 250 mil por instituição ou conglomerado financeiro. Valores acima desse teto permanecem sujeitos ao processo de liquidação, sem garantia de recebimento.
Com informações de: G1, CNN Brasil, InfoMoney, Poder360, IstoÉ Dinheiro, Agência Brasil ■