Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (SOUTHCOM) confirmou na noite desta segunda-feira (16) a realização de três ataques cinéticos letais contra embarcações que navegavam no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe. A ação, executada pela Força-Tarefa Conjunta Southern Spear, resultou na morte de 11 homens, segundo o comunicado oficial divulgado nas redes sociais pelo órgão.
De acordo com o detalhamento do ataque, as forças americanas atingiram:
Em publicação no X (antigo Twitter), o Comando Sul afirmou que as embarcações estavam "transitando por rotas conhecidas de narcotráfico" e eram operadas por "Organizações Terroristas Designadas". A nota oficial garantiu ainda que não houve nenhum ferido entre os militares norte-americanos durante as operações.
Os ataques de 16 de fevereiro representam a continuidade de uma campanha militar iniciada em setembro de 2025. Desde então, as Forças Armadas dos EUA intensificaram significativamente as interceptações e bombardeios contra embarcações suspeitas de transportar drogas da América do Sul em direção à América Central e aos Estados Unidos. Segundo dados compilados pela imprensa, este foi o 41º ataque do tipo, elevando o número de mortos na região para pelo menos 144 pessoas.
A ofensiva faz parte da Operação Southern Spear, que combina monitoramento aéreo, inteligência e ações letais para desarticular rotas marítimas do narcotráfico. A operação ganhou ainda mais repercussão após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, em uma ação que os EUA também justificaram como parte do combate ao que chamam de "narcoterrorismo".
Apesar da precisão cirúrgica dos vídeos divulgados pelo SOUTHCOM — que mostram embarcações sendo atingidas, algumas imóveis e outras em alta velocidade —, o governo norte-americano não forneceu detalhes substanciais que comprovem a ligação das vítimas com o tráfico de drogas. Até o momento, não foram apresentadas provas definitivas, como a apreensão de cargas ilícitas ou a identificação das organizações criminosas envolvidas.
Os principais pontos de controvérsia incluem:
Em fevereiro, familiares de duas vítimas de Trinidad e Tobago, mortas em um ataque anterior, entraram com uma ação judicial contra o governo dos EUA por "morte por negligência", o primeiro caso do tipo desde o início da campanha.
O governo do presidente Donald Trump sustenta que as operações são essenciais para a segurança nacional e que os grupos atacados atuam em parceria com cartéis mexicanos e redes de tráfico que abastecem o mercado americano de drogas. No entanto, a ampliação da presença militar no Caribe também serviu a outros propósitos estratégicos, como o bloqueio petrolífero à Venezuela e a captura de Maduro, gerando desconfiança entre os governos latino-americanos.
Enquanto isso, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, que era a peça central da flotilha na região, foi recentemente redesignado para o Oriente Médio, levantando questões sobre a redistribuição das forças navais e o futuro da Operação Southern Spear.
Com informações de UOL, G1, Veja, GZH, Correio Braziliense, Metrópoles, Euronews, Tnsul ■