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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), agora oficialmente pré-candidato à Presidência da República, detalhou na última quinta-feira (12) como pretende distribuir os integrantes do clã Bolsonaro na linha de frente das eleições de outubro. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e seu irmão Carlos Bolsonaro devem disputar vagas no Senado, enquanto Jair Renan, o "04", tentará um mandato de deputado federal .
De acordo com Flávio, a movimentação faz parte de uma estratégia para pulverizar o capital político da família em diferentes estados e esferas de poder, mantendo a base mobilizada e ampliando a presença digital. "Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa", resumiu o senador. O planejamento detalhado por Flávio inclui:
Enquanto a família se organiza para as eleições proporcionais, a chapa presidencial ainda tem uma peça chave em aberto: o vice-presidente. Flávio Bolsonaro afirmou que a definição do nome não é prioritária neste momento e que a decisão será tomada com base em articulações partidárias futuras. “O vice é uma coisa que se decide mais para frente, de verdade, e é uma posição que pode ser usada para atrair um partido para a sua posição. Definir agora pode comprometer a rede de apoios”, justificou .
Nos bastidores, a especulação sobre o cargo já movimenta o tabuleiro político. Enquanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defende publicamente uma vice mulher, citando a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como o "nome ideal" para atrair o eleitorado feminino e setores do agronegócio, outras articulações ganham força . Há quem defenda um perfil mais moderado para contrabalançar o tom bolsonarista, e até mesmo negociações envolvendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), são mencionadas por aliados como uma forma de fortalecer a chapa no segundo maior colégio eleitoral do país .
Apesar da cacofonia de vozes, Flávio mantém-se aberto a alianças, inclusive com partidos do Centrão. O pré-candidato reconhece que, embora não seja o "ideal", o apoio do centrão é fundamental para a viabilidade de qualquer projeto presidencial. "Sozinho a gente não chega em lugar nenhum. Não tem sentido eu dispensar pessoas ou partidos do Centrão que queiram me apoiar", declarou, sinalizando pragmatismo na busca para derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas .
Com a inelegibilidade do patriarca Jair Bolsonaro e o autoexílio de Eduardo, a família aposta todas as fichas na eleição de Flávio e na eleição de seus herdeiros políticos para o Legislativo. O objetivo declarado é manter a chama do bolsonarismo acesa e influente nos três poderes a partir de 2027.
Com informações de: G1, UOL, Poder360, Correio Braziliense, Brasil 247, PlaTo, CartaCapital, Veja, BNews, Expresso ■