Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
Clã Bolsonaro define estratégia para 2026: Michelle e Carlos ao Senado, Jair Renan à Câmara
Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro revela os cargos que a família disputará em outubro e afirma que Eduardo, em autoexílio, não participará da eleição; definição do vice na chapa presidencial fica para mais tarde
Politica
Foto: https://s2-oglobo.glbimg.com/t8klg5x1r7MGq9YlgoA3Ua5E5aw=/0x0:4134x2756/888x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/e/8/MrGfWVR0C2cdKA3TDhRg/110623181-michelle-bolsonaro-r-speaks-next-to-her-husband-brazils-former-president-jair-bolsonaro-l.jpg
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 15/02/2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), agora oficialmente pré-candidato à Presidência da República, detalhou na última quinta-feira (12) como pretende distribuir os integrantes do clã Bolsonaro na linha de frente das eleições de outubro. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e seu irmão Carlos Bolsonaro devem disputar vagas no Senado, enquanto Jair Renan, o "04", tentará um mandato de deputado federal .

De acordo com Flávio, a movimentação faz parte de uma estratégia para pulverizar o capital político da família em diferentes estados e esferas de poder, mantendo a base mobilizada e ampliando a presença digital. "Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa", resumiu o senador. O planejamento detalhado por Flávio inclui:

  • Michelle Bolsonaro (PL): Pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Ex-primeira-dama e atual liderança do PL Mulher, ela deve usar sua popularidade entre o eleitorado evangélico e feminino para conquistar uma das duas vagas da capital .
  • Carlos Bolsonaro (PL): Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Atualmente vereador no Rio de Janeiro, Carlos pretende migrar para o Sul do país para viabilizar a candidatura à Casa Alta .
  • Jair Renan Bolsonaro (PL): Pré-candidato a deputado federal, também por Santa Catarina. O vereador de Balneário Camboriú tenta o primeiro mandato no Congresso Nacional seguindo os passos do irmão mais velho no estado .
  • Eduardo Bolsonaro: Fora das urnas. Flávio afirmou que o irmão, que está nos Estados Unidos, não será candidato. Ex-deputado federal e escrivão da Polícia Federal, Eduardo teve o mandato cassado em 2025 devido às faltas não justificadas durante seu autoexílio americano, o que o levou a receber ordem da corporação para retornar ao cargo, inviabilizando qualquer plano eleitoral imediato .

Enquanto a família se organiza para as eleições proporcionais, a chapa presidencial ainda tem uma peça chave em aberto: o vice-presidente. Flávio Bolsonaro afirmou que a definição do nome não é prioritária neste momento e que a decisão será tomada com base em articulações partidárias futuras. “O vice é uma coisa que se decide mais para frente, de verdade, e é uma posição que pode ser usada para atrair um partido para a sua posição. Definir agora pode comprometer a rede de apoios”, justificou .

Nos bastidores, a especulação sobre o cargo já movimenta o tabuleiro político. Enquanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defende publicamente uma vice mulher, citando a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como o "nome ideal" para atrair o eleitorado feminino e setores do agronegócio, outras articulações ganham força . Há quem defenda um perfil mais moderado para contrabalançar o tom bolsonarista, e até mesmo negociações envolvendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), são mencionadas por aliados como uma forma de fortalecer a chapa no segundo maior colégio eleitoral do país .

Apesar da cacofonia de vozes, Flávio mantém-se aberto a alianças, inclusive com partidos do Centrão. O pré-candidato reconhece que, embora não seja o "ideal", o apoio do centrão é fundamental para a viabilidade de qualquer projeto presidencial. "Sozinho a gente não chega em lugar nenhum. Não tem sentido eu dispensar pessoas ou partidos do Centrão que queiram me apoiar", declarou, sinalizando pragmatismo na busca para derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas .

Com a inelegibilidade do patriarca Jair Bolsonaro e o autoexílio de Eduardo, a família aposta todas as fichas na eleição de Flávio e na eleição de seus herdeiros políticos para o Legislativo. O objetivo declarado é manter a chama do bolsonarismo acesa e influente nos três poderes a partir de 2027.

Com informações de: G1, UOL, Poder360, Correio Braziliense, Brasil 247, PlaTo, CartaCapital, Veja, BNews, Expresso ■

Mais Notícias