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Presidente da Colômbia denuncia atentado a tiros contra helicóptero em que viajava
Gustavo Petro, dois ministros e duas autoridades regionais estavam a bordo da aeronave, que foi atingida por disparos durante voo sobre o departamento de Córdoba; ninguém ficou ferido
America do Sul
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■   Bernardo Cahue, 11/02/2026

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou na noite desta segunda-feira (9) que sofreu uma tentativa de assassinato quando o helicóptero em que viajava foi alvo de disparos no departamento de Córdoba, região caribenha do país. A aeronave, que se dirigia ao município de Tierralta, foi atingida por múltiplos projéteis, conforme relato do próprio mandatário em sua conta no Twitter.

Além de Petro, estavam a bordo os ministros do Interior, Daniel Palacios, e da Defesa, Diego Molano, além do governador de Córdoba, Orlando Benítez, e do prefeito da cidade de Córdoba, Pedro Flórez. Apesar dos danos materiais na fuselagem, todos os ocupantes passam bem, segundo comunicado oficial da Presidência.

Detalhes do ataque
Segundo informações preliminares das autoridades aeronáuticas, o ataque ocorreu por volta das 18h40 (horário local), quando o helicóptero sobrevoava a zona rural de Córdoba. Moradores da área relataram ter ouvido uma sequência de disparos vindos do solo. Peritos da Força Aérea Colombiana já iniciaram a perícia na aeronave, que apresentava pelo menos três perfurações de calibre de fuzil.

“Era uma operação planejada. Não foram disparos isolados, sim uma emboscada preparada para derrubar a aeronave”, declarou o ministro da Defesa, Diego Molano, em entrevista coletiva. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.

Investigação e contexto

  • A Procuradoria-Geral da Nação abriu inquérito imediato e mobilizou um grupo especial de investigadores para a região.
  • As primeiras hipóteses apontam para possíveis retaliações de organizações criminosas que atuam no departamento de Córdoba, onde há forte presença de grupos dissidentes das extintas Farc e do ELN.
  • A rota do voo foi alterada por questões climáticas, o que pode ter surpreendido os atiradores, segundo fontes da inteligência colombiana.

Petro, que assumiu a presidência há menos de dois meses, tem intensificado operações militares contra o narcotráfico e a mineração ilegal, além de promover uma polêmica política de paz total que inclui negociações com grupos armados. Especialistas ouvidos pela imprensa local apontam que o episódio escancara a fragilidade da segurança do chefe de Estado e a capacidade de fogo dessas organizações.

Reações

  1. A Organização dos Estados Americanos (OEA) emitiu nota de repúdio e ofereceu apoio nas investigações.
  2. Governos de diversos países latino-americanos, como Brasil, México e Argentina, manifestaram solidariedade a Petro.
  3. Partidos de oposição na Colômbia pediram celeridade na apuração e cobraram reforço no esquema de segurança presidencial.

O presidente cancelou a agenda pública desta terça-feira e permanece em Bogotá, onde acompanha os desdobramentos do caso. A Casa Militar, órgão responsável pela segurança presidencial, informou que adotará protocolos extraordinários para futuras viagens do mandatário.

Com informações de El Tiempo, El Espectador, Semana, Caracol Noticias, Revista Cambio ■

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