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O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma licença que flexibiliza sanções ao setor de hidrocarbonetos da Venezuela, permitindo a retomada limitada de operações de extração e comercialização de petróleo e gás natural. A autorização abre caminho para que empresas norte-americanas forneçam equipamentos, tecnologia e assistência técnica à estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a joint ventures que atuam no país, desde que respeitadas condições rigorosas estabelecidas pelo governo Biden.
A decisão representa uma mudança tática na política de pressão máxima adotada na gestão anterior. Em vez do isolamento total, Washington passa a calibrar o embargo, condicionando alívios a avanços concretos no diálogo político entre o regime de Nicolás Maduro e a oposição, que ocorre na Cidade do México com mediação da Noruega. A licença tem validade inicial de seis meses, renovável, e pode ser revista a qualquer momento.
Principais disposições da licença
Impactos esperados
Reações e próximos passos
A oposição venezuelana dividiu-se: setores mais radicais criticaram a licença por considerá-la um “salvo-conduto” ao regime, enquanto alas moderadas avaliam que a estratégia de “sanções cirúrgicas” pode ser mais eficaz para forçar negociações. A PDVSA, em comunicado, celebrou a decisão como “um passo na direção do respeito à soberania”. O Departamento de Estado reforçou que a medida não representa normalização das relações e que sanções permanecem em vigor para setores como mineração, finanças e defesa.
Empresas norte-americanas como Chevron, Halliburton e Schlumberger são as mais aptas a se beneficiar, pois já possuem ativos na Venezuela e conhecem o marco regulatório local. A Chevron, que opera em quatro projetos de joint venture com a PDVSA, aguarda esclarecimentos sobre limites de produção e comercialização de petróleo.
Com informações de Reuters, Associated Press, Bloomberg, The Wall Street Journal e El País ■