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Presidente do BRB viaja a São Paulo para acelerar venda de carteira herdada do Banco Master
Nelson Antônio de Souza busca desfazer ativos problemáticos em negociação direta com fundos e instituições financeiras no principal centro financeiro do país
America do Sul
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■   Bernardo Cahue, 04/02/2026

Nelson Antônio de Souza, presidente do Banco de Brasília (BRB), desloca-se pessoalmente nesta quarta-feira (4) para a avenida Faria Lima, em São Paulo, com um objetivo claro: fechar a venda de uma carteira de créditos adquirida do falido Banco Master. A missão reflete a urgência do banco público em limpar seu balanço e recuperar parte dos recursos aplicados na operação de resgate ao Master, concluída em 2022.

Os ativos em negociação são parte do pacote que o BRB comprou por R$ 2,35 bilhões, um movimento estratégico liderado pelo governador Ibaneis Rocha na época. A carteira, no entanto, é composta por créditos de complexa cobrança, incluindo operações de agronegócio e grandes empresas, muitas delas em situação de inadimplência.

Especialistas apontam que a venda destes ativos é crucial para o BRB por vários motivos:

  • Redução de Exposição a Risco: A carteira do Master aumenta a inadimplência do banco, pressionando seus indicadores de capital.
  • Geração de Caixa Imediata: A venda, mesmo com possível deságio, fornece liquidez para novos empréstimos e investimentos.
  • Foco no Core Business: Permite ao BRB concentrar esforços em sua atuação regional de fomento, distanciando-se dos problemas do Master.

A negociação na Faria Lima não é casual. O local concentra os principais fundos de investimento especializados em crédito e bancos de investimento que poderiam ter interesse na compra desses ativos. A expectativa é que o deságio na operação seja significativo, mas necessário. O BRB já havia provisionado perdas sobre parte desses créditos, o que teoricamente facilitaria um acordo.

O desfecho desta operação é aguardado com atenção pelo mercado e pelos órgãos de controle, pois:

  1. Impacta diretamente nos resultados trimestrais do BRB.
  2. Sinaliza a capacidade da atual gestão em resolver passivos herdados.
  3. Pode influenciar a avaliação de risco e o rating de crédito do banco.

A viagem do presidente Nelson Antônio de Souza simboliza a mudança de tática: após meses de tratativas à distância, a gestão optou por uma abordagem direta e pessoal para destravar a venda e tentar maximizar o valor de recuperação.

Com informações de Valor Econômico, Bloomberg Brasil, Agência Brasil■

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