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Nelson Antônio de Souza, presidente do Banco de Brasília (BRB), desloca-se pessoalmente nesta quarta-feira (4) para a avenida Faria Lima, em São Paulo, com um objetivo claro: fechar a venda de uma carteira de créditos adquirida do falido Banco Master. A missão reflete a urgência do banco público em limpar seu balanço e recuperar parte dos recursos aplicados na operação de resgate ao Master, concluída em 2022.
Os ativos em negociação são parte do pacote que o BRB comprou por R$ 2,35 bilhões, um movimento estratégico liderado pelo governador Ibaneis Rocha na época. A carteira, no entanto, é composta por créditos de complexa cobrança, incluindo operações de agronegócio e grandes empresas, muitas delas em situação de inadimplência.
Especialistas apontam que a venda destes ativos é crucial para o BRB por vários motivos:
A negociação na Faria Lima não é casual. O local concentra os principais fundos de investimento especializados em crédito e bancos de investimento que poderiam ter interesse na compra desses ativos. A expectativa é que o deságio na operação seja significativo, mas necessário. O BRB já havia provisionado perdas sobre parte desses créditos, o que teoricamente facilitaria um acordo.
O desfecho desta operação é aguardado com atenção pelo mercado e pelos órgãos de controle, pois:
A viagem do presidente Nelson Antônio de Souza simboliza a mudança de tática: após meses de tratativas à distância, a gestão optou por uma abordagem direta e pessoal para destravar a venda e tentar maximizar o valor de recuperação.
Com informações de Valor Econômico, Bloomberg Brasil, Agência Brasil■